Um olhar sobre o Portage Tools - Parte II
Na primeira parte deste artigo vimos alguns conceitos sobre as ferramentas que o Portage utiliza para trabalhar. Apresentei superficialmente o emerge e suas próprias ferramentas: ebuilds, atoms, set e tbz2. Pois bem, é hora de continuarmos nossa jornada por dentro do Portage Tools, através de seus arquivos de configuração.
Parte 7: /etc/portage/ - continuação
/etc/portage/package.env: o diretório /etc/portage/env e o arquivo /etc/portage/package.env são usados para alterar variáveis de ambiente, iguais às informadas no make.conf. No diretório /etc/portage/env contém arquivos que possuem a mesma sintaxe do arquivo make.conf. O nome de cada arquivo será utilizado para sobrepor as configurações. O arquivo /etc/portage/package.env descreve quais destes arquivos serão usados como base para cada pacote. Ex.:
Supondo que um usuário desenvolvedor queira instalar o GIMP com a opção de debug habilitada, ele poderia criar um arquivo no diretório /etc/portage/env, contendo as opções desejadas:
Depois adicionar uma entrada no arquivo package.env seguido do nome do arquivo criado anteriormente:
/etc/portage/license_groups: este arquivo contém grupos de licenças conforme especificado na variável ACCEPT_LICENSE. Esta funcionalidade está documentada na GLEP23. As informações contidas neste arquivo devem seguir algumas instruções como:
Ex.: Estas licenças podem ser setadas no arquivo make.conf, através da variável ACCEPT_LICENSE, como por exemplo:
No próximo artigo falarei do arquivo make.conf, que merece várias páginas apenas para ele. É aqui que podemos utilizar grande parte dos poderes do Portage e customizar, de verdade, nosso Gentoo. Talvez seja o arquivo de configuração mais conhecido e com mais possibilidades de customização.
Supondo que um usuário desenvolvedor queira instalar o GIMP com a opção de debug habilitada, ele poderia criar um arquivo no diretório /etc/portage/env, contendo as opções desejadas:


- Comentários começam com #
- Um nome por grupo seguido pela lista de licenças e por grupos aninhados
- Grupos aninhados começam com o prefixo @
Ex.: Estas licenças podem ser setadas no arquivo make.conf, através da variável ACCEPT_LICENSE, como por exemplo:
ACCEPT_LICENSE= "@EULA GPL" - aceita somente licenças (grupo) EULA e GPL
ACCEPT_LICENSE= "*" - aceita todas as licenças
ACCEPT_LICENSE= "*" - aceita todas as licenças
No próximo artigo falarei do arquivo make.conf, que merece várias páginas apenas para ele. É aqui que podemos utilizar grande parte dos poderes do Portage e customizar, de verdade, nosso Gentoo. Talvez seja o arquivo de configuração mais conhecido e com mais possibilidades de customização.
Simples e direto.
Parabéns.
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Encryption works. Properly implemented strong crypto systems are one of the few things that you can rely on. Unfortunately, endpoint security is so terrifically weak that NSA can frequently find ways around it. — Edward Snowden