Linux no micro antigo: 4 dias de aventura e aprendizado
Micro: 333mhz, 160 RAM (32 de fábrica + 128 comprado), 4 GB, dual-boot Windows 98 e Linux. Periféricos: pendrive e mesa gráfica Wacom. Eu não queria soluções complicadas: primeiro por ser relativamente leigo, e segundo porque podiam nem servir para equipamentos antigos. Narro aqui 4 dias de aventuras e desventuras.
Parte 2: ... mas recuperando o boot (o usuário Windows não nota nada)
Já vi em fóruns algumas pessoas que se arrependeram de instalar Linux e perguntando como apagar o grub do MBR. Bem, eu não tinha gostado do XUbuntu, que não oferecia as ferramentas que costumava usar. Fiquei meio perdido com a interface do XFCE. Daí o resultado é que não consegui fazer o que queria fazer logo naquele momento: reconfigurar o grub, pois como era no computador novo que toda a família usa, eles ficariam bravos com o Grub dando boot no Linux depois de alguns segundos.
Nessas horas tem gente que recomenda deletar o mbr e pegar o cd do Windows para repará-lo.
Mas se o grub ainda deixa acessar o Windows com internet (adiante veremos o que fazer se não for possível), tem uma solução melhor: modificar o grub a partir do Windows.
Procure pelo programa ext2IFS (site oficial: http://www.fs-driver.org/). Instale como qualquer outro programa Windows (único problema: não instala nas versões Windows 9x). No meio da instalação, vai aparecer uma tabela e nela você vai escolher a letra da unidade que acessará a partição Linux. Eu escolhi L. Assim, ao término da instalação, você pode acessar o Meu Computador e verá que agora você pode acessar a partição Linux pelo L: assim como acessava o disquete pelo A: ou o CDROM pelo D:.
Daí você clica no L: e dentro dela o boot e depois no Grub, ou seja, acessa o diretório L:\Boot\Grub. Lá apenas um arquivo estará o ícone do bloco de notas: o menu.lst. O problema do bloco de notas do Windows é que visualiza sem os pulos de linha esse arquivo de texto, de forma que os acostumados com Linux vão achar uma bagunça.
Mas descobri que o velho wordpad (dos acessórios) abre de forma arrumada, então você pode usá-lo para editar da seguinte forma: copie ou recorte do o final do texto onde se lê:
Você deve colá-lo antes do title do Linux, como por exemplo:
title Ubuntu intrepid (development branch), kernel 2.6.26-2-generic
Que vai estar logo depois de:
## ## End Default Options ##
(é só não se perder que dá para fazer até no bloco de notas)
Agora um opcional: no mesmo arquivo vai estar num trecho "timeout 10". Que é o quanto de segundos o grub espera até automaticamente bootar o primeiro title (que você acabou de mudar e agora é o Windows). Se o timeout for 0 (zero), o grub nem mostra a lista e entra automaticamente no Windows, ou seja, os outros nem notarão que existe um Linux instalado! Aí alguma hora você altera o timeout e o meu aparece novamente para você se aventurar pelo Linux.
É só salvar as alterações que os efeitos surtirão logo na próxima inicialização do computador.
(Foi assim que mudei o grub sem saber mexer no XUbuntu recém-instalado. Três dias depois minha impaciência com XUbuntu passou e pude tentar acessá-lo novamente. Aí descobri que no XUbuntu o editor de texto -estranhamente- se chama "mousepad". E eu não estava descobrindo o ícone do "Terminal como root" que tem no Gnome, mas lembrei que podia usar o terminal normal e digitar "sudo". Alguns vão rir da minha leiguice, mas tudo teria se resolvido antes com o comando "sudo mousepad /boot/grub/menu.lst"... mas lembrem-se que vocês podiam passar por dificuldade semelhante se do Linux estivessem migrando para OpenSolaris por exemplo)
Tá, agora vamos abordar uma outra situação mais grave: o grub dá um erro e não mostra menu nenhum, não dá para acessar nenhum sistema. Isso pode acontecer quando se mexe nas partições (por exemplo com o programa Partition Magic) mesmo sem apagar as partições Linux. Isso porque mudar as partições muda seu número ou seu ponto de montagem. Um ato aparentemente inocente como criar uma partição de dados para backup pode causar isso.
Aí entra a diferença entre Lilo e Grub. O Lilo mostraria um menu mesmo se uma das partições tiver sido alterada e portanto inacessível. Se o Lilo mostrava Windows e Linux, ele vai continuar bootando Windows mesmo excluindo as partições Linux. Isso porque o Lilo fica só no MBR. O Grub fica no MBR mas acessa o menu.lst.
Se você vai experimentar um Linux, mas já tendo em mente mudar ou apagar partições, é melhor instalar o Lilo. A desvantagem do Lilo: dá pra mudar seu arquivo lilo.conf (localizado no /etc) tão facilmente quanto mudar o menu.lst do Grub (com pequenas diferenças como "label" ao invés de "title"), mas você precisa dar o comando "lilo" no Linux para que o novo menu seja instalado no MBR. Ou seja, para mudá-lo precisa ser de dentro do Linux, não dá para fazer como acima em que mudamos o menu do grub com o bloco de notas do Windows. Aliás, no Linux tem um programa "liloconfig" que que facilmente muda o menu e reinstala o lilo no MBR.
Curiosidade: vi uma dica no Dicas-L em que dá para mudar o lilo por fora do Linux, mas tem de ser com outro Unix, usando os comandos "chroot" (para acessar a partição Linux), e daí mcedit (editor de texto) e lilo.
Resumindo:
Grub
(de http://www.guiadohardware.net/comunidade/instalar-lilo/301228/)
Nessas horas tem gente que recomenda deletar o mbr e pegar o cd do Windows para repará-lo.
Mas se o grub ainda deixa acessar o Windows com internet (adiante veremos o que fazer se não for possível), tem uma solução melhor: modificar o grub a partir do Windows.
Procure pelo programa ext2IFS (site oficial: http://www.fs-driver.org/). Instale como qualquer outro programa Windows (único problema: não instala nas versões Windows 9x). No meio da instalação, vai aparecer uma tabela e nela você vai escolher a letra da unidade que acessará a partição Linux. Eu escolhi L. Assim, ao término da instalação, você pode acessar o Meu Computador e verá que agora você pode acessar a partição Linux pelo L: assim como acessava o disquete pelo A: ou o CDROM pelo D:.
Daí você clica no L: e dentro dela o boot e depois no Grub, ou seja, acessa o diretório L:\Boot\Grub. Lá apenas um arquivo estará o ícone do bloco de notas: o menu.lst. O problema do bloco de notas do Windows é que visualiza sem os pulos de linha esse arquivo de texto, de forma que os acostumados com Linux vão achar uma bagunça.
Mas descobri que o velho wordpad (dos acessórios) abre de forma arrumada, então você pode usá-lo para editar da seguinte forma: copie ou recorte do o final do texto onde se lê:
title Microsoft Windows XP Professional root (hd0,0) savedefault makeactive chainloader +1
Você deve colá-lo antes do title do Linux, como por exemplo:
title Ubuntu intrepid (development branch), kernel 2.6.26-2-generic
Que vai estar logo depois de:
## ## End Default Options ##
(é só não se perder que dá para fazer até no bloco de notas)
Agora um opcional: no mesmo arquivo vai estar num trecho "timeout 10". Que é o quanto de segundos o grub espera até automaticamente bootar o primeiro title (que você acabou de mudar e agora é o Windows). Se o timeout for 0 (zero), o grub nem mostra a lista e entra automaticamente no Windows, ou seja, os outros nem notarão que existe um Linux instalado! Aí alguma hora você altera o timeout e o meu aparece novamente para você se aventurar pelo Linux.
É só salvar as alterações que os efeitos surtirão logo na próxima inicialização do computador.
(Foi assim que mudei o grub sem saber mexer no XUbuntu recém-instalado. Três dias depois minha impaciência com XUbuntu passou e pude tentar acessá-lo novamente. Aí descobri que no XUbuntu o editor de texto -estranhamente- se chama "mousepad". E eu não estava descobrindo o ícone do "Terminal como root" que tem no Gnome, mas lembrei que podia usar o terminal normal e digitar "sudo". Alguns vão rir da minha leiguice, mas tudo teria se resolvido antes com o comando "sudo mousepad /boot/grub/menu.lst"... mas lembrem-se que vocês podiam passar por dificuldade semelhante se do Linux estivessem migrando para OpenSolaris por exemplo)
Tá, agora vamos abordar uma outra situação mais grave: o grub dá um erro e não mostra menu nenhum, não dá para acessar nenhum sistema. Isso pode acontecer quando se mexe nas partições (por exemplo com o programa Partition Magic) mesmo sem apagar as partições Linux. Isso porque mudar as partições muda seu número ou seu ponto de montagem. Um ato aparentemente inocente como criar uma partição de dados para backup pode causar isso.
Aí entra a diferença entre Lilo e Grub. O Lilo mostraria um menu mesmo se uma das partições tiver sido alterada e portanto inacessível. Se o Lilo mostrava Windows e Linux, ele vai continuar bootando Windows mesmo excluindo as partições Linux. Isso porque o Lilo fica só no MBR. O Grub fica no MBR mas acessa o menu.lst.
Se você vai experimentar um Linux, mas já tendo em mente mudar ou apagar partições, é melhor instalar o Lilo. A desvantagem do Lilo: dá pra mudar seu arquivo lilo.conf (localizado no /etc) tão facilmente quanto mudar o menu.lst do Grub (com pequenas diferenças como "label" ao invés de "title"), mas você precisa dar o comando "lilo" no Linux para que o novo menu seja instalado no MBR. Ou seja, para mudá-lo precisa ser de dentro do Linux, não dá para fazer como acima em que mudamos o menu do grub com o bloco de notas do Windows. Aliás, no Linux tem um programa "liloconfig" que que facilmente muda o menu e reinstala o lilo no MBR.
Curiosidade: vi uma dica no Dicas-L em que dá para mudar o lilo por fora do Linux, mas tem de ser com outro Unix, usando os comandos "chroot" (para acessar a partição Linux), e daí mcedit (editor de texto) e lilo.
Resumindo:
Grub
- Vantagem: dá para mudar até do Windows;
- Desvantagem: não aguenta alteração nas partições.
- Vantagem: continua funcionando mesmo excluindo partições Linux;
- Desvantagem: não dá para mudar por fora dos Unix.
(de http://www.guiadohardware.net/comunidade/instalar-lilo/301228/)
- Com o cd do XUbuntu, digitar o "rescue" no prompt e um assistente pede para indicar onde estão as partições a recuperar, aí dar o comando "grub-install".
- Com o Kurumin como live-cd, usar "sudo mount" para montar a partição Linux a recuperar, "sudo chroot" para acessá-lo, editar o lilo.conf (onde também deve dar para recuperar o Windows) e lilo.
- Com o cd do Slackware, ir ao menu de instalação e daí direto ao "addswap", para apenas indicar o swap e a seguir a instalação detecta as partições e sistemas e instala o lilo no MBR. Depois dar negativa em todas as outras telas de instalação do Slackware e sair.