Primeiro precisamos entender que no Brasil temos uma cultura muito restrita no que se trata de
software livre nas empresas, então de cara você provavelmente já encontrará resistência natural à ideia. Por isso precisamos sondar o território.
Essa etapa é demorada, você perde tempo fazendo o levantamento do hardware, dos aplicativos sensíveis, do conhecimento dos usuários da empresa, as dependências dos softwares proprietários, entre outras questões. Esse levantamento irá variar de acordo com cada empresa e com cada filosofia adotada, portanto, entenda que não existe uma fórmula mágica onde tudo vai funcionar perfeitamente.
Nessa etapa também se discute a filosofia da empresa em relação ao software livre, como a empresa enxerga esse tipo de software. Se obtivermos uma resposta positiva da diretoria, ou se a diretoria já estiver querendo mudar algo, essa pode ser sua chance.
Então você pode começar as perguntas sobre os sistemas. Faça isso de forma sucinta, não assuste o usuário, isso pode ser ruim.
- Os sistemas que a empresa usa são eficientes?
- O que precisa ser mudado?
- Como podemos mudar?
- Esse SO pode ser substituído?
Essas são apenas algumas perguntas que serão feitas nessa etapa, pois é aqui que a ideia começa a amadurecer. A migração não será feita da noite para o dia. Evite nessa fase as discussões inúteis, pois isso só trará desgaste deixando de implantar o projeto.
Tenha calma, paciência, seja cauteloso; o presidente da empresa não está interessado em 100% de produtividade. O interesse da empresa em grande parte dos casos é apenas no lucro que o projeto pode retornar. Convença a diretoria nessa fase de que o seu projeto aumentará a produtividade e com isso será possível aumentar os lucros.