
Buckminster
(usa Void Linux)
Enviado em 25/02/2026 - 09:08h
Carlos_Cunha:
"Ai que esta, quantos problemas vc teve com Systemd causar isso que vc falou ?
Eu uso servidores a anos com Systemd e todo tipo de problema infernal que ja tive ele não era o culpado, e muito menos ele ter um monte de "braços" em outros processo que segundo a filosofia de alguns não deveria."
Dou um exemplo claro: ontem instalei o Ubuntu Server com Cinnamon e no reiniciar não entrou no sistema, dava o erro "Failed to start session" ao digitar a senha.
Entrei no modo texto com Ctrl+Alt+F1 e executei "sudo systemctl isolate graphical.target", "sudo reboot" e entrou no sistema.
Aí alguém pode dizer que o Systemd resolveu o problema, mas não é verdade.
O Systemd se mete em todo o sistema.
De certa forma ele causa certos impedimentos que atrapalham e fica difícil saber quem é o causador.
Hoje em dia, um programador tem de saber do sistema em si E do Systemd para adaptar sua aplicação aos dois.
Da página oficial (https://systemd.io/):
"O systemd é um conjunto de componentes básicos para um sistema Linux. Ele fornece um gerenciador de sistema e serviços que é executado com o PID 1 e inicia o restante do sistema.
O systemd oferece recursos avançados de paralelização, utiliza ativação por socket e D-Bus para iniciar serviços, permite a inicialização sob demanda de daemons, monitora processos usando grupos de controle do Linux, mantém pontos de montagem e automontagem e implementa uma lógica elaborada de controle de serviços baseada em dependências transacionais. O systemd suporta scripts de inicialização SysV e LSB e funciona como um substituto para o sysvinit.
Outras partes incluem um daemon de registro de logs, utilitários para controlar configurações básicas do sistema, como nome do host, data, localidade, manter uma lista de usuários conectados e contêineres e máquinas virtuais em execução, contas do sistema, diretórios e configurações de tempo de execução, e daemons para gerenciar configurações de rede simples, sincronização de horário de rede, encaminhamento de logs e resolução de nomes."
Veja que a primeira frase "O systemd é um conjunto de componentes básicos para um sistema Linux." não corresponde à verdade porque logo em seguida elenca o tanto de coisas nas quais o Systemd se intromete, portanto, não é um simples init como todo mundo pensa.
Além de que o Linux sempre foi conhecido pelo seu gerenciamento e pouco uso de memória RAM... até que veio o Systemd!
O que o Systemd chama de "serviço" era chamado de daemon: qualquer programa que roda como um processo "em segundo plano" (sem terminal ou interface de usuário), geralmente aguardando a ocorrência de eventos e oferecendo serviços.
É claro que no problema que eu citei das máquinas com o Debian, o Systemd, talvez, não teve muita coisa a ver, contudo, como eu tinha dito: adotar o Systemd influenciou na perda da estabilidade, não saberia dizer qual o tamanho dessa influencia, mas influenciou.
Lembrando das brigas que Linus teve com o Lennart por causa do Systemd, apesar de que isso não prova muita coisa, pois a distrô do Linus é o Fedora faz anos e o Fedora foi a primeira a implementar o Systemd.
Agora querem prejudicar o Linux mais ainda:
https://desbugados.com.br/post/2026/02/08/pai-do-systemd-sai-da-microsoft-para-provar-que-o-linux-po...
Também não uso Linux por ideologia, mas por praticidade em certas coisas.
Instalei o Void Linux nessas mesmas máquinas cujos Debian e Ubuntu deram pau e, de cara, reconheceu tudo, além do que para o driver gráfico da máquina com RTX 3050 bastou xbps-install nvidia. Antes com Debian, tanto Cinnamon quanto XFCE, eram 500 comandos e o painel de controle da Nvidia indicava o barramento como x8, agora indica x16, sendo que melhorou realmente, ou seja, o driver dos repositórios do Void juntamente com o kernel do Void conseguiram extrair mais da placa.
Mas ainda é cedo para dizer da estabilidade do Void ou de como ele é de um modo geral, pois nunca o tinha utilizado.
Meu ponto é que, principalmente o Debian, deveria se preocupar mais em fazer drivers para o sistema do que ficar se preocupando com ideologia, filosofia, política, etc, que, na verdade, essas coisas são somente briguinhas infantis de ego entre os desenvolvedores que eles chamam de "filosofia da distrô".
E não é frustração minha, é decepção.
Ao longo desses quase 20 anos perdi a conta de quantos Debian instalei pelos lugares onde passei, além dos artigos e tutoriais que fiz com Debian.
Vou de Void!
O Void chegou a utilizar o Systemd um tempo, logo no começo, mas depois abandonou porque o Void suporta musl como uma segunda opção de libc, o que não seria possível com Systemd e isso tem várias implicações como, por exemplo, é realmente fácil escrever serviços para o Runit do Void e para o Systemd é uma nhaca.
Porém, repito, ainda é cedo para bater o martelo sobre o Void, mas não nego que senti uma certa nostalgia e uma vontade renovada instalando e configurando o Void.
Up: acabei de instalar o Void em mais uma máquina... tranqülio, sem stress, instalação calma e serena, dessa vez coloquei já com o XFCE, das outras foi sem interface gráfica, mas depois instalando o Cinnamon.
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