No dicionário Priberam a palavra "segurança" essencialmente significa: confiança, firmeza, certeza, garantia. Termos estes que denotam algo sustentável de difícil abalo e nos remete a uma sensação psicológica de conforto. Nesses tempos da era da informação temos contas de e-mails, blogs, MSN, efetuamos compras virtuais com cartão de crédito, realizamos transações bancárias no netbanking, entre outros.
O acesso a tais serviços são realizados, via de regra, por algo denominado: senha. E haja criatividade para criarmos algo que não raro é facilmente esquecível e pelo bom senso não deve ser igual nos serviços mencionados. E se esquecer, certamente terá uma certa dor de cabeça para resgatá-la ou criar uma nova. Mas isso não é nada comparado com a possibilidade de alguém ter se "apossado" fortuitamente, por assim dizer, da senha do banco, do número do cartão de crédito e não menos importante e o principal meio de tentar furtar estes dados, a senha da sua conta do seu Sistema Operacional, seja ele
Linux ou Windows.
Em geral, as pessoas tem uma certa tendência de criar senhas relacionadas com aspectos pessoais de suas vidas. A placa do carro, o nome da namorada(o), da esposa(o) seguido do aniversário de casamento, início de namoro, data de aniversário, o número da casa com nome da rua e coisas inocentes semelhantes a estas ou a pior delas, o famoso 123456 e suas variantes. O mais interessante é que no mundo físico, nossas casas, carros e bens são devidamente cercados de segurança, seja através de apólices de seguro, cães de guarda, cercas elétricas, portões automáticos, alarmes e câmeras de vídeo.

Por outro lado, esse mesmo cuidado não é direcionado à vida virtual que também carece deste tipo de atenção. Se você for um usuário
GNU/Linux talvez pense: "O Linux é imune a vírus, não preciso me preocupar com isso! O sistema de permissionamento do sistema me dá a garantia de que não corro risco." É verdade! O nosso querido pinguim é de fato seguro, porém não imune a uma invasão se não estiver devidamente protegido com uma senha forte o bastante para desestimular um ataque. E se você nunca ouviu falar em John The Ripper, talvez seja interessante repensar sobre esse aspecto. Mas afinal, o que é uma boa senha? Veremos isso mais adiante.