Maddog Hall - Estrela do maior evento de Telecomunicações do Brasil
Entre os dias 13 e 16 de outubro de 2009, aconteceu no Transamerica Expo Center, em São Paulo, mais uma edição do Futurecom, evento onde as maiores empresas de telecomunicações do mundo se reúnem para discutirem temas variados, que vão desde a regulamentação até o lançamento de novos conceitos e produtos.
"Maddog" Hall e Futurecom 2009. O empresariado se rendendo ao Open Source?
Participei ativamente nos três dias, e o que mais me impressionou foi ver O Sr. Hall sendo a maior estrela de um evento que não tinha o Software Livre como sua principal característica. A palestra do Sr. Hall, numa das maiores salas, foi interessante, não apresentou muitas novidades para quem o acompanha, mas acredito que para a grande maioria lá (tirando um nerd em pé de boné e outro que foi até pedir autógrafo ao Sr. Hall) foram informações novas.
Mas algumas perguntas me vêem a mente, o que Sr. Hall estava fazendo lá? Com seu discurso compassado e serenidade digna de um missionário (apelido dado por um jornalista, durante o programa Roda Viva), segue o Sr. Hall, levando a mensagem do software livre. Antes de colocar em pauta tais perguntas, gostaria de compartilhar com vocês alguns temas que foram levantados por ele e outros que lhe foram perguntados durante a entrevista para o programa Roda Viva (http://www.tvcultura.com.br/rodaviva).
1) Open Hardware
O Sr. Hall falou a respeito deste conceito, mostrou inclusive um celular baseado em "Open Hardware" e que roda sob um sistema operacional chamado "Open Moko". Enfatizou que os custos de produção são baixos, mas que seria inviável trazer para o Brasil, pois os custos não justificariam a aquisição.
2) Projeto Caua
Aqui ele fala sobre um projeto que se desenvolvera aqui no Brasil, com o objetivo de gerar mais de 3 milhões de empregos (utopia?). Em sua descrição resumida, falou em criar "Administradores de sistemas", que ganhariam a vida de forma autônoma, dando suporte aos usuários de Linux. Não ficou claro se seria uma outra distribuição.
3) Asterisk
Falou e demonstrou alguns hardwares compatíveis com Asterisk. Mostrou uma placa mãe praticamente do tamanho da mão dele. Citou também um estudo de caso onde um ouvinte seu implementou suas ideias e deu certo. Enfim, foram diversos temas por ele tratado, mas o que mais me impressiona é o fato dele não criticar a Microsoft o tempo todo, em dados momentos até defende. Ao ser questionado pela pirataria ele a condenou veementemente, dizendo inclusive que a MS poderia cobrar o software mais barato se não houvesse tanta pirataria. Ao ser questionado se Open Source não era uma vertente política, defendeu também o seu ideal, dizendo que Open Source não tem ligacão direta com política, as organizações políticas que utilizam Open Source, e o fazem por questões diversas.
Mas o que o Maddog estava fazendo lá? Com tantos presidentes, aliás, todos os presidentes de todas as operadoras, porque o Sr. Hall foi escolhido para ser a estrela principal do evento?
Minha percepção me leva a crer que o empresariado começa a enxergar que o Linux é muito mais que apenas uma briga entre sistemas operacionais que querem dominar o Desktop. Na verdade o Sr. Hall cita apenas a liberdade de escolha, não condena nada, apenas afirma que se você utiliza software com Código Aberto, é livre. A utilização de software com código fechado promove a escravidão do usuário.
"O escravo não tem vontade própria, seu dono manda ele ir ele vai, manda ele voltar, ele volta, se você utiliza software com código fechado, você e um escravo...". Afirma o Sr. Hall.
O Asterisk foi uma das maiores revoluções dos últimos tempos, permitindo que um PC qualquer se transforme em um PBX. Isto permite que você monte o seu PBX, configure e implemente coisas suas sem precisar desembolsar muitos reais para isso.
Será que as operadoras enxergaram isto e de alguma maneira querem se aproximar do Sr. Hall? O real motivo não sabemos, mas sem dúvida alguma foi uma participação ímpar do Sr. Hall, levando a filosofia da liberdade a todos os níveis, até mesmo lá, onde estava a nata das telecomunicações do Brasil.
Vida longa ao Sr. Hall!
Mas algumas perguntas me vêem a mente, o que Sr. Hall estava fazendo lá? Com seu discurso compassado e serenidade digna de um missionário (apelido dado por um jornalista, durante o programa Roda Viva), segue o Sr. Hall, levando a mensagem do software livre. Antes de colocar em pauta tais perguntas, gostaria de compartilhar com vocês alguns temas que foram levantados por ele e outros que lhe foram perguntados durante a entrevista para o programa Roda Viva (http://www.tvcultura.com.br/rodaviva).
1) Open Hardware
O Sr. Hall falou a respeito deste conceito, mostrou inclusive um celular baseado em "Open Hardware" e que roda sob um sistema operacional chamado "Open Moko". Enfatizou que os custos de produção são baixos, mas que seria inviável trazer para o Brasil, pois os custos não justificariam a aquisição.
2) Projeto Caua
Aqui ele fala sobre um projeto que se desenvolvera aqui no Brasil, com o objetivo de gerar mais de 3 milhões de empregos (utopia?). Em sua descrição resumida, falou em criar "Administradores de sistemas", que ganhariam a vida de forma autônoma, dando suporte aos usuários de Linux. Não ficou claro se seria uma outra distribuição.
3) Asterisk
Falou e demonstrou alguns hardwares compatíveis com Asterisk. Mostrou uma placa mãe praticamente do tamanho da mão dele. Citou também um estudo de caso onde um ouvinte seu implementou suas ideias e deu certo. Enfim, foram diversos temas por ele tratado, mas o que mais me impressiona é o fato dele não criticar a Microsoft o tempo todo, em dados momentos até defende. Ao ser questionado pela pirataria ele a condenou veementemente, dizendo inclusive que a MS poderia cobrar o software mais barato se não houvesse tanta pirataria. Ao ser questionado se Open Source não era uma vertente política, defendeu também o seu ideal, dizendo que Open Source não tem ligacão direta com política, as organizações políticas que utilizam Open Source, e o fazem por questões diversas.
Mas o que o Maddog estava fazendo lá? Com tantos presidentes, aliás, todos os presidentes de todas as operadoras, porque o Sr. Hall foi escolhido para ser a estrela principal do evento?
Minha percepção me leva a crer que o empresariado começa a enxergar que o Linux é muito mais que apenas uma briga entre sistemas operacionais que querem dominar o Desktop. Na verdade o Sr. Hall cita apenas a liberdade de escolha, não condena nada, apenas afirma que se você utiliza software com Código Aberto, é livre. A utilização de software com código fechado promove a escravidão do usuário.
"O escravo não tem vontade própria, seu dono manda ele ir ele vai, manda ele voltar, ele volta, se você utiliza software com código fechado, você e um escravo...". Afirma o Sr. Hall.
O Asterisk foi uma das maiores revoluções dos últimos tempos, permitindo que um PC qualquer se transforme em um PBX. Isto permite que você monte o seu PBX, configure e implemente coisas suas sem precisar desembolsar muitos reais para isso.
Será que as operadoras enxergaram isto e de alguma maneira querem se aproximar do Sr. Hall? O real motivo não sabemos, mas sem dúvida alguma foi uma participação ímpar do Sr. Hall, levando a filosofia da liberdade a todos os níveis, até mesmo lá, onde estava a nata das telecomunicações do Brasil.
Vida longa ao Sr. Hall!
Realmente, asterisk é uma solução maravilhosa, unindo ela a outras soluções como freepbx, ou o conjunto trixbox e disc-os, nossa você implementa voip com um dedo.
E claro que o maddog não vai ficar criticando microsoft, apple, e outros, quem fica criticando é uma pessoa ignorante(falta de conhecimento), e sem visão, como acontece muito no brasil e na comunidade do VOL.
Brigar pra que?, todos tem prós e contras, se alguem ficou usando um produto por décadas, a culpa foi de quem ficou usando, opções era o que não faltam.
Os outros topicos, fiquei interessado, vou pesquisar mais sobre o projeto caua, e do celular open.
Abraços e execelente artigo!! valeu!