Por que as pessoas (ainda) preferem o Windows
Trata-se de um típico caso de amor e ódio: todo user mediano xinga o Windows pelo menos uma vez por dia, mas não larga dele de forma alguma. Qual seria o segredo da Microsoft para obter usuários tão fiéis? Num ato de pretensão um tanto desmedida, tentaremos esclarecer um pouco os fatos que levam isso a acontecer.
Parte 2: Linux X Windows "Pirata"
O projeto Computador para Todos foi lançado em 2003 pelo governo Lula, como parte do programa de Inclusão Digital.
Os computadores passaram a ser vendidos a preços bastante populares e recheados com software livre. Era algo para linuxer algum botar defeito, mas infelizmente a realidade é outra.
A maioria absoluta dos PCs vendidos com Linux acaba - mais cedo ou mais tarde - por ser formatada com cópias piratas do Windows. Mas por quê?
Como já dissemos, os usuários estão condicionados, e o ser humano tem horror à mudança. Como é fácil e barato obter em qualquer camelô uma cópia "capeta" do Windows, os "técnicos" fazem a festa cobrando até R$ 80,00 para extirpar nosso amado pinguim dos micros Brasil afora.
A Microsoft até "finge" que não gosta, mas a estratégia é clara: "Usem Windows pirata, mas não usem Linux de jeito nenhum". E o pior: quem usa o Windows (marca "diabo") também pirateia o Microsoft Office, o Photoshop, o Corel Draw...
Existem inúmeras pessoas que se agarram ferrenhamente ao "Janelas" justamente pelo fato de o Linux (teoricamente) não conseguir rodar os programas utilizados no dia-a-dia (atire a primeira pedra quem nunca ouviu um "gamer" dizendo algo como "só não mudo para o Linux por causa dos jogos").
Estes usuários fecham os olhos para o fato de existirem milhares de aplicativos para Linux, divididos em diversas categorias, desde jogos a suítes de escritório. E o melhor: os programas não têm custo algum para o usuário, e ainda incluem o código fonte, que pode ser editado e recompilado à vontade. Quer mais? Inúmeros softwares Win32 rodam sem maiores traumas com o uso do WINE (o que invalida a desculpa padrão "o software que uso no trabalho não tem versão para Linux").
Não sei se esta parábola encerra alguma verdade quanto aos elefantes, mas ela ilustra bem o que acontece com os usuários. Eles começaram na informática com o Windows, e para eles não existe vida inteligente fora da Microsoft.
Eles acham o Linux "difícil", acreditam que não existem muitos programas para ele e estão tão condicionados que preferem rejeitar uma solução segura e gratuita para utilizar produtos pirateados e sem nenhuma garantia de segurança.
No caso dos elefantes, a tal historinha diz que apenas em situações extremas - um incêndio, por exemplo - o elefante esquece que não é capaz de escapar da corda.
O que será que este pessoal está esperando então para migrar? Tenho medo de descobrir.
Os computadores passaram a ser vendidos a preços bastante populares e recheados com software livre. Era algo para linuxer algum botar defeito, mas infelizmente a realidade é outra.
A maioria absoluta dos PCs vendidos com Linux acaba - mais cedo ou mais tarde - por ser formatada com cópias piratas do Windows. Mas por quê?
Como já dissemos, os usuários estão condicionados, e o ser humano tem horror à mudança. Como é fácil e barato obter em qualquer camelô uma cópia "capeta" do Windows, os "técnicos" fazem a festa cobrando até R$ 80,00 para extirpar nosso amado pinguim dos micros Brasil afora.
A Microsoft até "finge" que não gosta, mas a estratégia é clara: "Usem Windows pirata, mas não usem Linux de jeito nenhum". E o pior: quem usa o Windows (marca "diabo") também pirateia o Microsoft Office, o Photoshop, o Corel Draw...
Windows = Programas aos montes (Será?)
O domínio da Microsoft fez com que surgissem miríades de aplicações (comerciais ou não) que dependem do Windows para funcionar.Existem inúmeras pessoas que se agarram ferrenhamente ao "Janelas" justamente pelo fato de o Linux (teoricamente) não conseguir rodar os programas utilizados no dia-a-dia (atire a primeira pedra quem nunca ouviu um "gamer" dizendo algo como "só não mudo para o Linux por causa dos jogos").
Estes usuários fecham os olhos para o fato de existirem milhares de aplicativos para Linux, divididos em diversas categorias, desde jogos a suítes de escritório. E o melhor: os programas não têm custo algum para o usuário, e ainda incluem o código fonte, que pode ser editado e recompilado à vontade. Quer mais? Inúmeros softwares Win32 rodam sem maiores traumas com o uso do WINE (o que invalida a desculpa padrão "o software que uso no trabalho não tem versão para Linux").
Conclusão
Lembro de ter ouvido quando criança que os elefantes domesticados crescem com uma perna amarrada a uma estaca. O jovem elefante por muitas vezes tenta escapar, sem sucesso, e com o tempo simplesmente desiste de tentar. Ele cresce, se torna um animal de dimensões e força descomunais, mas continua amarrado à mesma corda, pois acredita não ser capaz de escapar.Não sei se esta parábola encerra alguma verdade quanto aos elefantes, mas ela ilustra bem o que acontece com os usuários. Eles começaram na informática com o Windows, e para eles não existe vida inteligente fora da Microsoft.
Eles acham o Linux "difícil", acreditam que não existem muitos programas para ele e estão tão condicionados que preferem rejeitar uma solução segura e gratuita para utilizar produtos pirateados e sem nenhuma garantia de segurança.
No caso dos elefantes, a tal historinha diz que apenas em situações extremas - um incêndio, por exemplo - o elefante esquece que não é capaz de escapar da corda.
O que será que este pessoal está esperando então para migrar? Tenho medo de descobrir.
Distros, para ganharem a massa, não bastam ser tecnicamente corretas, precisam se equiparar em mimos ao windows.
O Ubuntu se aproxima disto mas não poderia ser fornecido em um único CD, Com um único CD o Ubuntu é um sistema manco, um saci pererê. É imperdoável que ele não instale o fonte do kernel e o build-essential, pelo menos.
O Zenwalk se aproxima disso, mas peca por falta de tradução para o português.
Distros revolucionárias como o Gentoo-Sabayon, nem pensar, não tem a simplicidade requerida para a galera.
O slack é simples, razoavelmente completo mas está obsoleto nos mimos, está passando por uma fase de modernização e os grandes sites de repositório não são em português.
O Linux tem potencial para ganhar a galera mas não basta ser bom, é preciso encantar.
Já há tempo que não testo o Mandriva, dito amigável e nem o Suse. O último teste já foi há 2 anos e estavam muito aquem do que é preciso para brigar com o XP, que já tem 7 anos (um século em informática), mas que não consegue ser destronado nem pela própria Microsoft.
Não śe trata de desbancar o Windows, mas o XP, um monstro de sucesso.