Por que as pessoas (ainda) preferem o Windows
Trata-se de um típico caso de amor e ódio: todo user mediano xinga o Windows pelo menos uma vez por dia, mas não larga dele de forma alguma. Qual seria o segredo da Microsoft para obter usuários tão fiéis? Num ato de pretensão um tanto desmedida, tentaremos esclarecer um pouco os fatos que levam isso a acontecer.
Introdução
Trata-se de um típico caso de amor e ódio: todo user mediano xinga o Windows pelo menos uma vez por dia, mas não larga dele de forma alguma.
Qual seria o segredo da Microsoft para obter usuários tão fiéis? Num ato de pretensão um tanto desmedida, tentaremos esclarecer um pouco os fatos que levam isso a acontecer.
Entendo que, em um "mundo ideal" - isso mesmo, uma Terra do Nunca versão geek - todo usuário escolheria o Linux como "SO do coração".
Seria até lógico: o pinguim é um sistema solidamente fundamentado, é estável, seguro e totalmente merecedor de confiança. Se não bastassem todas estas qualidades, o Linux ainda é gratuito, enquanto a Microsoft escraviza meio mundo com taxas de licenciamento extorsivas.
Por que as pessoas não adotam o Linux de uma vez? A maioria esmagadora opta pela solução da Microsoft, um treco reconhecidamente instável e repleto de falhas de segurança (navegue pela Internet com o Windows sem antivírus para ver, é a versão digital de fazer sexo sem proteção).
Metáforas coloridas à parte, vejamos agora três fatores que têm mantido o Linux fora dos desktops.
Enquanto o Linux é um UNIX com pedigree, o Windows é um "filhote" do MS-DOS.
Quando Linus Torvalds começou a desenvolver seu kernel (idos de 1991), o DOS já imperava supremo há vários anos. Enquanto o Linux dava seus primeiros passos como "SO para hackers", os leigos já estavam totalmente condicionados ao domínio microsoftiano.
A despeito da óbvia superioridade do Linux, o usuário padrão nem entende por qual motivo seria vantajoso migrar para ele ("eu sempre usei, sempre funcionou, e em time vencedor não se mexe", pensam).
Os leigos - sejam empresários, donas de casa ou mesmo estudantes - foram coagidos por anos e anos de desinformação a simplesmente ignorar a existência do Linux. Os que já ouviram falar dele o enxergam como algo restrito a um seleto grupo de iniciados, gente estranha que usa óculos "fundo de garrafa" e fala coisas que ninguém entende.
Aos poucos esta resistência vem sendo quebrada. Bem devagar, é verdade, mas a comunidade Linuxer já obteve vitórias bastante significativas ao longo dos anos. Inúmeras distribuições "fáceis" surgiram para desmistificar o Linux, com surpreendente sucesso (é caso do Ubuntu e do saudoso Kurumin).
Muitos fabricantes de hardware inclusive adotaram o Linux como uma solução capaz de baratear os custos dos equipamentos para o usuário final.
Mas... será que isso é bom mesmo?
Qual seria o segredo da Microsoft para obter usuários tão fiéis? Num ato de pretensão um tanto desmedida, tentaremos esclarecer um pouco os fatos que levam isso a acontecer.
Entendo que, em um "mundo ideal" - isso mesmo, uma Terra do Nunca versão geek - todo usuário escolheria o Linux como "SO do coração".
Seria até lógico: o pinguim é um sistema solidamente fundamentado, é estável, seguro e totalmente merecedor de confiança. Se não bastassem todas estas qualidades, o Linux ainda é gratuito, enquanto a Microsoft escraviza meio mundo com taxas de licenciamento extorsivas.
Por que as pessoas não adotam o Linux de uma vez? A maioria esmagadora opta pela solução da Microsoft, um treco reconhecidamente instável e repleto de falhas de segurança (navegue pela Internet com o Windows sem antivírus para ver, é a versão digital de fazer sexo sem proteção).
Metáforas coloridas à parte, vejamos agora três fatores que têm mantido o Linux fora dos desktops.
Condicionamento e desinformação
Enquanto o Linux é um UNIX com pedigree, o Windows é um "filhote" do MS-DOS.
Quando Linus Torvalds começou a desenvolver seu kernel (idos de 1991), o DOS já imperava supremo há vários anos. Enquanto o Linux dava seus primeiros passos como "SO para hackers", os leigos já estavam totalmente condicionados ao domínio microsoftiano.
A despeito da óbvia superioridade do Linux, o usuário padrão nem entende por qual motivo seria vantajoso migrar para ele ("eu sempre usei, sempre funcionou, e em time vencedor não se mexe", pensam).
Os leigos - sejam empresários, donas de casa ou mesmo estudantes - foram coagidos por anos e anos de desinformação a simplesmente ignorar a existência do Linux. Os que já ouviram falar dele o enxergam como algo restrito a um seleto grupo de iniciados, gente estranha que usa óculos "fundo de garrafa" e fala coisas que ninguém entende.
Aos poucos esta resistência vem sendo quebrada. Bem devagar, é verdade, mas a comunidade Linuxer já obteve vitórias bastante significativas ao longo dos anos. Inúmeras distribuições "fáceis" surgiram para desmistificar o Linux, com surpreendente sucesso (é caso do Ubuntu e do saudoso Kurumin).
Muitos fabricantes de hardware inclusive adotaram o Linux como uma solução capaz de baratear os custos dos equipamentos para o usuário final.
Mas... será que isso é bom mesmo?
Distros, para ganharem a massa, não bastam ser tecnicamente corretas, precisam se equiparar em mimos ao windows.
O Ubuntu se aproxima disto mas não poderia ser fornecido em um único CD, Com um único CD o Ubuntu é um sistema manco, um saci pererê. É imperdoável que ele não instale o fonte do kernel e o build-essential, pelo menos.
O Zenwalk se aproxima disso, mas peca por falta de tradução para o português.
Distros revolucionárias como o Gentoo-Sabayon, nem pensar, não tem a simplicidade requerida para a galera.
O slack é simples, razoavelmente completo mas está obsoleto nos mimos, está passando por uma fase de modernização e os grandes sites de repositório não são em português.
O Linux tem potencial para ganhar a galera mas não basta ser bom, é preciso encantar.
Já há tempo que não testo o Mandriva, dito amigável e nem o Suse. O último teste já foi há 2 anos e estavam muito aquem do que é preciso para brigar com o XP, que já tem 7 anos (um século em informática), mas que não consegue ser destronado nem pela própria Microsoft.
Não śe trata de desbancar o Windows, mas o XP, um monstro de sucesso.