INTRODUÇÃO
Prolegômenos
Da página do Void Linux:
"O
Void é um sistema operacional de propósito geral, baseado no kernel monolítico do Linux. Seu sistema de pacotes permite instalar, atualizar e remover softwares rapidamente; os softwares são fornecidos em pacotes binários ou podem ser compilados diretamente a partir do código-fonte com a ajuda da coleção de pacotes de código-fonte XBPS (X Binary Package System).
O Void Linux é uma distribuição independente, desenvolvida inteiramente por voluntários e é de lançamento contínuo (rolling release).
Ao contrário de trilhões de outras distribuições existentes, o Void não é uma modificação de uma distribuição já existente. O gerenciador de pacotes e o sistema de compilação do Void foram escritos do zero."
https://voidlinux.org/Vinha pesquisando sobre ele e utilizando tem uns meses, mas somente como desktop e para testes como servidor.
O
Void Linux é, a partir deste mês, o sistema operacional Linux com o qual passo a trabalhar e, dentre as inúmeras distribuições Linux, é a que mais apetece.
Na realidade, o Void é uma distribuição Linux das mais estáveis possíveis e com bastante amplitude de drivers.
O sistema de atualização do Void e o gerenciador de pacotes (xbps) são dos melhores que existem.
O Void segue a estutura de diretórios básica do Linux.
Sua instalação, para quem trabalha com Linux faz anos, causa uma certa nostalgia.
Apesar da instalação ser praticamente manual, é simples e rápida e não causa estresse.
Veja no link abaixo que o sistema de atualizações do Void é poderoso.
O relato é de 2017, mas continua valendo.
Ele ficou dois anos sem sequer ligar o computador e quando desenterrou a máquina resolveu atualizar o sistema.
Para surpresa, o Void atualizou sem problemas.
E não é somente por isso, relatos de outros usuários indicam que é possível atualizar o Void Linux com segurança mesmo após meses ou até anos sem uso, inclusive eu.
Leia que vale a pena, pois tem comprovação:
https://www.michaelwashere.net/post/2017-09-24-upgrading-the-ancient/Colaboração do RLFontan (
https://www.vivaolinux.com.br/~RLFontan), do Vivaolinux.
O Void tem a ferramenta
void-mklive com a qual se pode criar uma ISO funcional, com a interface gráfica desejada, que é simultaneamente Live (roda direto do pendrive) e Instalável (contém o script void-installer do Void), mas isso é conversa futura.
As ferramentas para compilar os pacotes de código-fonte do Void e as receitas para transformar o código-fonte em arquivos executáveis são armazenadas em um repositório github (
https://github.com/void-linux/) e gerenciadas pelo utilitário
xbps-src. É um conjunto poderoso de ferramentas que nos dá flexibilidade na incorporação de recursos aos softwares que compilamos no Void.
INTRODUÇÃOO procedimento aqui descrito parece demorado, mas não é.
Depois da primeira vez leva em torno de 15 a 20 minutos para instalar o Void, mesmo que você faça um particionamento complicado.
O texto parece grande por causa das imagens e porque tem as devidas explicações que ficaram bastantes completas para futuras consultas.
Como sempre, a Velha Máxima casada com o Velho Ditado: leia o artigo antes de sair executando!
Infelizmente o Void vem somente com XFCE por padrão, mas com a imagem base (em modo texto) é possível instalar depois a interface gráfica desejada.
Em outra oportunidade veremos como fazer esse processo.
No Void Linux existem duas grandes variações nas imagens ISOs:
GLIBC (GNU C Library)
Biblioteca C padrão do projeto GNU.
Mais compatível com softwares existentes.
Maior, mais completa.
Melhor escolha para desktop e uso geral.
Algumas aplicações proprietárias só funcionam com glibc.
MUSL
Biblioteca C alternativa, mais leve e simples.
Foco em minimalismo e segurança.
Binários menores.
Pode ter incompatibilidades com alguns softwares (especialmente proprietários).
Muito usada em Containers, Sistemas Embarcados e Ambientes Minimalistas.
E dois formatos de imagens:
LIVE IMAGE
ISO bootável.
Você grava em pendrive e inicia o sistema.
Já vem com instalador.
Ideal para instalar no computador físico ou VM.
ROOTFS TARBALL
Apenas o sistema base compactado (.tar.xz).
Não é bootável.
É usada mais para criar containers (Docker, LXC), chroot, sistemas customizados, WSL e montar manualmente um sistema do zero.
É mais técnica e manual.
1. INTRODUÇÃO
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