Rage Against Binary Blob - sobre documentação aberta para hardware
Neste artigo exponho um tema interessante e pouco discutido no software livre, a documentação aberta de itens de hardware.
Parte 3: E pra que ter documentação aberta afinal?
Bem, pra falar a verdade este é a parte mais chata de toda a
conversa. Não tem como não escrever sobre este assunto sem ser
incisivo e "polêmico". Este é um capítulo onde não se diz "tudo o
que se gosta de escutar".[2]
Fato é que os usuários têm aquela sensação de que os desenvolvedores suam a camisa e os neurônios em benefício deles. E isto está muito, mas muito longe mesmo!, da realidade. A base de usuários é quem se beneficia do nosso esforço, e não trabalhamos para o prazer ou benefício de ninguém em especial[3]. Estamos falando de uma cultura de desenvolvedores -- não de usuários. Bem como o próprio Linux é uma cultura de desenvolvedores, apesar de a RedHat e a Ubuntu serem uma cultura predominante de dinheiro =:-) [4]
Programadores de SLiCA vivem sempre na corrida pelo "Minha nossa! Finalmente esta joça funciona!". Sem documentação, esta corrida é mais difícil de seguir, e muitos desenvolvedores acabam desistindo. E ninguém quer que os desenvolvedores desistam.
Sem documentação, temos que apelar para outros métodos:
1) Tentativa-e-erro;
2) Engenharia reversa, muitas vezes de um driver ruim, e bem mais vezes diretamente do hardware (mais ou menos como fazem os projetos Wine, ReactOS, FreeDOS, Nouveau, GATOS...);
3) Técnicas de farejamento (clockspy do Samba);
4) Dias e dias caçando no Google por algumas linhas de informação confusas e desencontradas...
Uma dureza, não?
Um exemplo concreto: a SiS tem uma política extremamente hostil. Não se prezam em manter o próprio driver Windows, e também não liberam as specs das suas placas de vídeo. Resultado: o projeto que cuida desta placa no X.Org trabalha numa lentíssima engenharia reversa, só uma "meia-dúzia-de-gatos-pingados" ainda trabalha na manutenção de um módulo com suporte 2D precário e sem 3D. Conclusão: uma péssima escolha se você usa Linux!
Fato é que os usuários têm aquela sensação de que os desenvolvedores suam a camisa e os neurônios em benefício deles. E isto está muito, mas muito longe mesmo!, da realidade. A base de usuários é quem se beneficia do nosso esforço, e não trabalhamos para o prazer ou benefício de ninguém em especial[3]. Estamos falando de uma cultura de desenvolvedores -- não de usuários. Bem como o próprio Linux é uma cultura de desenvolvedores, apesar de a RedHat e a Ubuntu serem uma cultura predominante de dinheiro =:-) [4]
Programadores de SLiCA vivem sempre na corrida pelo "Minha nossa! Finalmente esta joça funciona!". Sem documentação, esta corrida é mais difícil de seguir, e muitos desenvolvedores acabam desistindo. E ninguém quer que os desenvolvedores desistam.
Sem documentação, temos que apelar para outros métodos:
1) Tentativa-e-erro;
2) Engenharia reversa, muitas vezes de um driver ruim, e bem mais vezes diretamente do hardware (mais ou menos como fazem os projetos Wine, ReactOS, FreeDOS, Nouveau, GATOS...);
3) Técnicas de farejamento (clockspy do Samba);
4) Dias e dias caçando no Google por algumas linhas de informação confusas e desencontradas...
Uma dureza, não?
Um exemplo concreto: a SiS tem uma política extremamente hostil. Não se prezam em manter o próprio driver Windows, e também não liberam as specs das suas placas de vídeo. Resultado: o projeto que cuida desta placa no X.Org trabalha numa lentíssima engenharia reversa, só uma "meia-dúzia-de-gatos-pingados" ainda trabalha na manutenção de um módulo com suporte 2D precário e sem 3D. Conclusão: uma péssima escolha se você usa Linux!
Agora eu como tecnico, e pregramador, o assunto jah eh um otro...