Porque os projetos open-source não são anunciados na mídia?
Inúmeras iniciativas do governo e de empresa privadas estão sendo realizadas utilizando software livre. A adoção do Open Office está crescendo a olhos vistos mas a mídia tupiniquim não mostra muitos casos de sucesso. Esse artigo procura mostrar alguns casos de sucesso em grandes corporações e tenta responder a esta pergunta.
Casos de sucesso
Agora, em Novembro de 2005, participei da II Seminário Nacional de Tecnologia da Informação e da Comunicação na Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro. É um evento voltado para a governança em TI e sobre estratégias do uso de TI nas empresas.
O evento foi de altíssimo nível e contou com a participação de altos executivos e gerentes de TIs do governo e do meio acadêmico e os palestrantes foram em sua grande maioria muito bons.
Uma das palestras que não pude perder foi sobre "Decisão Estratégica: Windows x Linux". Foram 4 palestrantes: o Coronel Carlos Gil do Exército Brasileiro, Ulisses Pena do Banco do Brasil, José Borba Soares do Ministério do Planejamento e o Prof. e advogado Carlos Pereira da FGV.
Fiquem impressionado com as metas e projetos baseados em software livre que estão sendo feitas nas três entidades, principalmente no Banco do Brasil. O projeto do Exército é bem ambicioso, pois pretende estar rodando apenas software livre em até 95% de suas instalações. O Coronel Gil foi brilhante na sua explanação e se mostrou conhecedor da questão entre software livre e proprietário. Foi muito bem ao conseguir habilmente dar a palestra sem citar o nome de nenhuma empresa - só se referia a uma determinada empresa como "a monopolista" :)
O Banco do Brasil também impressionou: já iniciou a substituição de todos terminais de atendimento para Linux e sua meta e expurgar o MS-Office de todas as estações, mesmo as que permanecerem com Windows. O que mais me impressionou na palestra do BB foi a preocupação que eles tem em contribuir com código e documentação para a comunidade. Eles contribuem com o Squid e com o Help do OpenOffice!
Ficou claro que a direção de TI do BB entendeu muito bem que a maior força do SL está na participação dos usuários na contribuição e não apenas no uso. Quando a empresa ou indivíduo entra com a mentalidade apenas de usar e abusar do SL sem dar contribuições financeiras, em código ou em documentação, segue o mesmo raciocínio que o Tio Bill, buscando o máximo de lucro, oferecendo o mínimo possível para a comunidade.
O advogado e professora da FGV também foi muito bom, fez uma explanação simples e clara dos aspectos jurídicos do uso de SL e disponibilizou a apresentação com a licença CC (Creative Common)!
Entretanto, o que me chamou a atenção mesmo foi: porque esses projetos não estão aparecendo na grande mídia de TI tupiniquim? Porque a InfoExame, por exemplo, dá mais valor a troca do diretor de TI da empresa X e Y, dá a notícia desses utilitários sem expressão mas não mostra iniciativas como essas??
O evento foi de altíssimo nível e contou com a participação de altos executivos e gerentes de TIs do governo e do meio acadêmico e os palestrantes foram em sua grande maioria muito bons.
Uma das palestras que não pude perder foi sobre "Decisão Estratégica: Windows x Linux". Foram 4 palestrantes: o Coronel Carlos Gil do Exército Brasileiro, Ulisses Pena do Banco do Brasil, José Borba Soares do Ministério do Planejamento e o Prof. e advogado Carlos Pereira da FGV.
Fiquem impressionado com as metas e projetos baseados em software livre que estão sendo feitas nas três entidades, principalmente no Banco do Brasil. O projeto do Exército é bem ambicioso, pois pretende estar rodando apenas software livre em até 95% de suas instalações. O Coronel Gil foi brilhante na sua explanação e se mostrou conhecedor da questão entre software livre e proprietário. Foi muito bem ao conseguir habilmente dar a palestra sem citar o nome de nenhuma empresa - só se referia a uma determinada empresa como "a monopolista" :)
O Banco do Brasil também impressionou: já iniciou a substituição de todos terminais de atendimento para Linux e sua meta e expurgar o MS-Office de todas as estações, mesmo as que permanecerem com Windows. O que mais me impressionou na palestra do BB foi a preocupação que eles tem em contribuir com código e documentação para a comunidade. Eles contribuem com o Squid e com o Help do OpenOffice!
Ficou claro que a direção de TI do BB entendeu muito bem que a maior força do SL está na participação dos usuários na contribuição e não apenas no uso. Quando a empresa ou indivíduo entra com a mentalidade apenas de usar e abusar do SL sem dar contribuições financeiras, em código ou em documentação, segue o mesmo raciocínio que o Tio Bill, buscando o máximo de lucro, oferecendo o mínimo possível para a comunidade.
O advogado e professora da FGV também foi muito bom, fez uma explanação simples e clara dos aspectos jurídicos do uso de SL e disponibilizou a apresentação com a licença CC (Creative Common)!
Entretanto, o que me chamou a atenção mesmo foi: porque esses projetos não estão aparecendo na grande mídia de TI tupiniquim? Porque a InfoExame, por exemplo, dá mais valor a troca do diretor de TI da empresa X e Y, dá a notícia desses utilitários sem expressão mas não mostra iniciativas como essas??
Fui assinante da revista citada durante quatro anos, e quando decidi não ser mais apenas um usuário final, então ai vi que ela não me atendia mais.
A mídia brasileira dá a impressão que não tem opinião própria sobre assuntos em TI, apenas reescrevem o que está na caixinha dos softwares na loja.
Gostaria eu de estar errado, mas a impressão que fica é que de uma certa forma eles não entendem nada, ainda estão na era do WORD.