A imbecilidade real revelada pela realidade virtual
Como é doloroso ver ferramentas desenvolvidas para o progresso da humanidade serem reduzidas a meros meios baratos de entretenimento fútil. Aqui faço uma reflexão sobre os rumos da internet, do computador pessoal, da computação corporativa e até mesmo da influencia da pirataria e do Software Livre diante o tema.
Introdução
Hoje, prosseguir profissionalmente no ramo da informática, principalmente no desenvolvimento de software (no modelo fechado tradicional) pode se tornar uma opção um tanto quanto nebulosa quando o assunto é perspectivas para o futuro (ou até mesmo para o presente), tanto para a área em geral quanto para a pessoa do profissional de área.
Eu, por exemplo, gosto muito de programar, desde criança sempre fui fascinado por computadores, adorava estudar matemática e ciências - coisas de nerd - mas eu me lembro que na escola eu geralmente me saia melhor em gramática e história do que nessas disciplinas. Parece que uma coisa não tem nada a ver com a outra, a exemplo, informática e gramática, mas no mundo da [maldita] inclusão e explosão digital em que vivemos, a violência empunhada contra essas duas áreas do conhecimento humano são expoentes da banalização integrada que toda a capacidade de pensar dada por Deus ao Homo sapiens vem sofrendo; e é por isso que o quadro atual se mostra quase que assombroso, muitas vezes gerando uma certa sensação de fracasso diante do resultado final de um trabalho desenvolvido, afinal, pra que fazer o melhor se ninguém dá muito importância pra isso, pra que oferecer um cardápio refinado e promover arte se o que o povo gosta mesmo é de "pão e circo"?
Parece dramático demais, mas nada contra se divertir um pouco, só que é doloroso ver ferramentas desenvolvidas para o progresso da humanidade serem reduzidas a meros meios baratos de entretenimento fútil. A internet mostra isso todos os dias. Quando Tim Berners-Lee, sua equipe do CERN e seus demais colaboradores começaram há mais de 20 anos trabalhar no desenvolvimento do que hoje é a WWW, é claro que ele não deve ter descartado a possibilidade da web ser também um canal de entretenimento, mas podemos crer que o principal objetivo era criar uma ferramenta produtiva que beneficiasse a humanidade - a informática em geral foi desenvolvida pra isso, bem como tantas outras áreas baseadas nas ciências exatas e humanas.
Hoje é triste saber que a maioria dos usuários da internet (pelo menos os que conhecemos pessoalmente, ou não) faz dessa ferramenta algo improdutivo e maléfico. Lembra do que foi falado de história? Então, será que essa maioria sabe quem é Tim e o que é o CERN? Tudo bem, ninguém é obrigado a saber...
Nesse ponto alguém pode dizer até que se trata de preconceito, mas, maldita inclusão digital, mesmo! Não é ser contra este tipo de projeto, mas é de ficar indignado ao vê-lo sendo jogado no lixo! A pessoa tem a oportunidade de adquirir um computador de modo mais acessível financeiramente, pra estudar, pesquisar, produzir (deve ser isso que o Governo prega em seu projeto de inclusão), mas essa pessoa acaba usando-o pra ser tornar mais excluído... Onde está a falha? Claro que nosso país tem suas dificuldades na educação, mas certamente os professores - que lutam todo dia justamente contra estas dificuldades para ajudar a construir um país melhor - nunca incentivaram seus alunos a usarem seus computadores "populares" ou "educacionais" pra ficarem mais "burros"!
Ao falar em "acessível financeiramente" isso pode levar a pensar só nas classes de menor poder aquisitivo, mas muita gente "de posses" compra computadores caros e potentes só pra se aparecer ou só pra jogar videogame - quem não gosta de coisa boa e cara? Claro, tampouco precisamos ser contra jogos eletrônicos (eu até jogo Super Mário), mas colocando tudo no mesmo "balaio", por que subutilizar tanto as coisas assim, jogar dinheiro fora? Será que computador só serve pra Orkut, MSN, jogos, "conteúdo restrito" e correntes idiotas de e-mail!?
Por falar em e-mail [*****], recentemente eu recebi um spam com uma crítica "bem-humorada" ao Governo Federal, e resolvi perder tempo lendo. Enfim, não era nada a mais do que uma piada e eu não repassei pra ninguém. Eu não estou aqui defendendo um ou outro político, embora não posso esquecer que por um princípio cristão em que me firmo tenho que respeitar as autoridades sobre mim constituídas, mesmo que eu não concorde com elas e nem com seus eventuais erros (com os quais não sou obrigado e nem devo consentir), mas tenho quase certeza que esse foi o "maior" ato de "civilidade" que poderia partir de quem me enviou o e-mail - mandar coisa engraçada todo mundo sabe, mas quantos de nós usam a ferramenta chamada internet pra, ao invés de enviar mensagens que não contribuem com nada, acessar os portais da transparência dos poderes públicos de nossos municípios, estados e da União para, pelo menos, dar uma olhada nas declarações públicas de como e onde o dinheiro de nossos impostos está sendo investido?
Outro fenômeno interessante que acontece no mundo digital aponta pra fragilidade psicológica das pessoas, e é o campo fértil para aqueles que usam seus conhecimentos para o mal - pesquise sobre engenharia social. Quem nunca ouviu falar em vírus, sites falsos usados pro roubo senhas, lojas on-line que venderam, ficaram com o dinheiro do "trôxa" e não entregaram a mercadoria.
Daí vão dizer: "um profissional da área sabe detectar uma ameaça, sabe onde clicar"... Em resposta, vamos analisar algumas coisas juntos. A maioria dos e-mails falsos, páginas e programas usados pra lesar o usuário vem com declarações de amor de pessoas que você nem conhece, lá do outro lado do mundo; outros falam de fotos suas em situações que você nunca viveu em lugares que você nunca esteve; outros oferecem promoções e vantagens que nem teu pai te daria de presente; outros usam a logo desfocada de algum banco com um texto cheio de erros pra pedir a tua senha do cartão; outros espalham os boatos mais absurdos; propostas pra ficar rico em pouco tempo e sem esforço, campanhas pra ajudar não sem quem de não sei onde nas quais a AOL (que já viveu andando à beira da falência) paga por cada e-mail repassado, vídeos do BBB, viagra e pornografia...
Movido pela ganância, pelo desejo de se sentir o mais esperto, invadir a privacidade dos outros, obter vantagens em "negócios da China", pela curiosidade "que matou o gato", ou talvez por carência afetiva ou porque a oferta de viagra com desconto de 80% era o que você estava procurando, o usuário vai lá, clica e cai no golpe. Nunca foi tão fácil subestimar a inteligência humana, a internet é a ferramenta ideal pra explorar um lado das pessoas que nem Freud talvez explica, mas que vem à tona quando elas se veem diante de um monitor cheio de carinhas piscantes e formas coloridas com um teclado e um mouse na mão! Um pouco mais de bom-senso levaria qualquer um a perceber que não é necessário ser um especialista pra ver que todo esse "papo furado" e envolvente é uma ameaça! Como é que podemos desejar um país melhor e cobrar isso das autoridades se passamos os dias dando atenção a tanta futilidade que lota as nossas caixas de correio eletrônico!?
Por isso da referência à imbecilidade no título deste artigo. O dicionário define como [*****] a pessoa que se sujeita facilmente a sugestões que podem representar risco a ela mesmo e/ou aos outros. A psicologia vai além e diz que se o [*****] for "empurrado" para o mal ele acabará o fazendo, pois não tem base moral que o impeça de ir em frente. Ou seja, a imbecilidade leva a pessoa ao desequilíbrio, e alguém desequilibrado nunca consegue ver mais que um lado da moeda. É por isso que a informática às vezes cansa quem vive dela, e por ela ser uma área de grande evidência nos nossos dias, recebendo a função de integrar quase todos os contextos de nossas vidas, esse panorama de realidade virtual que ela proporciona, no qual as pessoas mergulham de olhos fechados, faz com que ela talvez seja, num ponto de vista pessoal, uma das áreas em que as fraquezas humanas mais se destaquem (e se integrem), afinal, a tendência é informatizar tudo mesmo - nesse caso a convivência com esse desequilíbrio humano torna-se inevitável, o que exige preparo pra lidar com ele, digitalmente.
Pode até parecer algo como chorar as próprias mágoas pra si mesmo, mas é doloroso ver esse ramo ser tão desrespeitado e ao mesmo tempo ser usado pra desrespeitar o ramo e a vida dos outros - doloroso porque, mesmo que o relacionamento com o computador seja como o "gargalo" disso tudo, o problema não está só com ele, mas é o reflexo de estilos de vida e maneiras de pensar. O computador é seu, você pagou, use-o como quiser. Mas o ideal é que a prioridade seja usá-lo em benefício de sua edificação pessoal.
Por mais que existam coisas fantásticas na internet, como por exemplo a Wikipédia e a comunidade GNU/Linux (preferências pessoais minhas), que de maneira séria promovem uma construção colaborativa global do conhecimento compartilhado (é redundante mesmo), ou como tantas outras ferramentas que disseminam a informação, promovem civilidade, se empenham na preservação do meio-ambiente, elas também tem suas armadilhas. Nunca deixe de ler bons livros, estudar, fazer amizade com pessoas reais, investir em sua vida espiritual, praticar esportes... Isso vai fazer com que você não se torne um [*****] digital, pois talvez os maiores problemas no mundo digital não são criados por falta de conhecimento técnico, a "vitrine" virtual apenas expõe o que nossa sociedade realmente é!
Eu, por exemplo, gosto muito de programar, desde criança sempre fui fascinado por computadores, adorava estudar matemática e ciências - coisas de nerd - mas eu me lembro que na escola eu geralmente me saia melhor em gramática e história do que nessas disciplinas. Parece que uma coisa não tem nada a ver com a outra, a exemplo, informática e gramática, mas no mundo da [maldita] inclusão e explosão digital em que vivemos, a violência empunhada contra essas duas áreas do conhecimento humano são expoentes da banalização integrada que toda a capacidade de pensar dada por Deus ao Homo sapiens vem sofrendo; e é por isso que o quadro atual se mostra quase que assombroso, muitas vezes gerando uma certa sensação de fracasso diante do resultado final de um trabalho desenvolvido, afinal, pra que fazer o melhor se ninguém dá muito importância pra isso, pra que oferecer um cardápio refinado e promover arte se o que o povo gosta mesmo é de "pão e circo"?
Parece dramático demais, mas nada contra se divertir um pouco, só que é doloroso ver ferramentas desenvolvidas para o progresso da humanidade serem reduzidas a meros meios baratos de entretenimento fútil. A internet mostra isso todos os dias. Quando Tim Berners-Lee, sua equipe do CERN e seus demais colaboradores começaram há mais de 20 anos trabalhar no desenvolvimento do que hoje é a WWW, é claro que ele não deve ter descartado a possibilidade da web ser também um canal de entretenimento, mas podemos crer que o principal objetivo era criar uma ferramenta produtiva que beneficiasse a humanidade - a informática em geral foi desenvolvida pra isso, bem como tantas outras áreas baseadas nas ciências exatas e humanas.
Hoje é triste saber que a maioria dos usuários da internet (pelo menos os que conhecemos pessoalmente, ou não) faz dessa ferramenta algo improdutivo e maléfico. Lembra do que foi falado de história? Então, será que essa maioria sabe quem é Tim e o que é o CERN? Tudo bem, ninguém é obrigado a saber...
A banalização da "computação pessoal"
Voltando ao nosso exemplo-chave, a combinação gramática e internet geralmente é fatal, isso é até dispensável de ser comentado; aquilo que a pessoa não teve interesse em aprender na escola piora com os modismos das redes sociais e comunicadores instantâneos. Sim, eu mesmo tenho uma conta no Orkut, no MSN, no Twitter, tenho um blog, vejo vídeos no YouTube, mas isso não dá o direito de "emburrecer" (desculpe-me pelo neologismo) e usá-los pra assassinar a língua portuguesa. Quase todos temos dúvidas em relação à concordância, escrita de algumas palavras, novo acordo ortográfico, mas o que vemos por aí é uma barbárie no que é trivial, até parece que é bonito parecer [*****]!Nesse ponto alguém pode dizer até que se trata de preconceito, mas, maldita inclusão digital, mesmo! Não é ser contra este tipo de projeto, mas é de ficar indignado ao vê-lo sendo jogado no lixo! A pessoa tem a oportunidade de adquirir um computador de modo mais acessível financeiramente, pra estudar, pesquisar, produzir (deve ser isso que o Governo prega em seu projeto de inclusão), mas essa pessoa acaba usando-o pra ser tornar mais excluído... Onde está a falha? Claro que nosso país tem suas dificuldades na educação, mas certamente os professores - que lutam todo dia justamente contra estas dificuldades para ajudar a construir um país melhor - nunca incentivaram seus alunos a usarem seus computadores "populares" ou "educacionais" pra ficarem mais "burros"!
Ao falar em "acessível financeiramente" isso pode levar a pensar só nas classes de menor poder aquisitivo, mas muita gente "de posses" compra computadores caros e potentes só pra se aparecer ou só pra jogar videogame - quem não gosta de coisa boa e cara? Claro, tampouco precisamos ser contra jogos eletrônicos (eu até jogo Super Mário), mas colocando tudo no mesmo "balaio", por que subutilizar tanto as coisas assim, jogar dinheiro fora? Será que computador só serve pra Orkut, MSN, jogos, "conteúdo restrito" e correntes idiotas de e-mail!?
Por falar em e-mail [*****], recentemente eu recebi um spam com uma crítica "bem-humorada" ao Governo Federal, e resolvi perder tempo lendo. Enfim, não era nada a mais do que uma piada e eu não repassei pra ninguém. Eu não estou aqui defendendo um ou outro político, embora não posso esquecer que por um princípio cristão em que me firmo tenho que respeitar as autoridades sobre mim constituídas, mesmo que eu não concorde com elas e nem com seus eventuais erros (com os quais não sou obrigado e nem devo consentir), mas tenho quase certeza que esse foi o "maior" ato de "civilidade" que poderia partir de quem me enviou o e-mail - mandar coisa engraçada todo mundo sabe, mas quantos de nós usam a ferramenta chamada internet pra, ao invés de enviar mensagens que não contribuem com nada, acessar os portais da transparência dos poderes públicos de nossos municípios, estados e da União para, pelo menos, dar uma olhada nas declarações públicas de como e onde o dinheiro de nossos impostos está sendo investido?
Outro fenômeno interessante que acontece no mundo digital aponta pra fragilidade psicológica das pessoas, e é o campo fértil para aqueles que usam seus conhecimentos para o mal - pesquise sobre engenharia social. Quem nunca ouviu falar em vírus, sites falsos usados pro roubo senhas, lojas on-line que venderam, ficaram com o dinheiro do "trôxa" e não entregaram a mercadoria.
Daí vão dizer: "um profissional da área sabe detectar uma ameaça, sabe onde clicar"... Em resposta, vamos analisar algumas coisas juntos. A maioria dos e-mails falsos, páginas e programas usados pra lesar o usuário vem com declarações de amor de pessoas que você nem conhece, lá do outro lado do mundo; outros falam de fotos suas em situações que você nunca viveu em lugares que você nunca esteve; outros oferecem promoções e vantagens que nem teu pai te daria de presente; outros usam a logo desfocada de algum banco com um texto cheio de erros pra pedir a tua senha do cartão; outros espalham os boatos mais absurdos; propostas pra ficar rico em pouco tempo e sem esforço, campanhas pra ajudar não sem quem de não sei onde nas quais a AOL (que já viveu andando à beira da falência) paga por cada e-mail repassado, vídeos do BBB, viagra e pornografia...
Movido pela ganância, pelo desejo de se sentir o mais esperto, invadir a privacidade dos outros, obter vantagens em "negócios da China", pela curiosidade "que matou o gato", ou talvez por carência afetiva ou porque a oferta de viagra com desconto de 80% era o que você estava procurando, o usuário vai lá, clica e cai no golpe. Nunca foi tão fácil subestimar a inteligência humana, a internet é a ferramenta ideal pra explorar um lado das pessoas que nem Freud talvez explica, mas que vem à tona quando elas se veem diante de um monitor cheio de carinhas piscantes e formas coloridas com um teclado e um mouse na mão! Um pouco mais de bom-senso levaria qualquer um a perceber que não é necessário ser um especialista pra ver que todo esse "papo furado" e envolvente é uma ameaça! Como é que podemos desejar um país melhor e cobrar isso das autoridades se passamos os dias dando atenção a tanta futilidade que lota as nossas caixas de correio eletrônico!?
Por isso da referência à imbecilidade no título deste artigo. O dicionário define como [*****] a pessoa que se sujeita facilmente a sugestões que podem representar risco a ela mesmo e/ou aos outros. A psicologia vai além e diz que se o [*****] for "empurrado" para o mal ele acabará o fazendo, pois não tem base moral que o impeça de ir em frente. Ou seja, a imbecilidade leva a pessoa ao desequilíbrio, e alguém desequilibrado nunca consegue ver mais que um lado da moeda. É por isso que a informática às vezes cansa quem vive dela, e por ela ser uma área de grande evidência nos nossos dias, recebendo a função de integrar quase todos os contextos de nossas vidas, esse panorama de realidade virtual que ela proporciona, no qual as pessoas mergulham de olhos fechados, faz com que ela talvez seja, num ponto de vista pessoal, uma das áreas em que as fraquezas humanas mais se destaquem (e se integrem), afinal, a tendência é informatizar tudo mesmo - nesse caso a convivência com esse desequilíbrio humano torna-se inevitável, o que exige preparo pra lidar com ele, digitalmente.
Pode até parecer algo como chorar as próprias mágoas pra si mesmo, mas é doloroso ver esse ramo ser tão desrespeitado e ao mesmo tempo ser usado pra desrespeitar o ramo e a vida dos outros - doloroso porque, mesmo que o relacionamento com o computador seja como o "gargalo" disso tudo, o problema não está só com ele, mas é o reflexo de estilos de vida e maneiras de pensar. O computador é seu, você pagou, use-o como quiser. Mas o ideal é que a prioridade seja usá-lo em benefício de sua edificação pessoal.
Por mais que existam coisas fantásticas na internet, como por exemplo a Wikipédia e a comunidade GNU/Linux (preferências pessoais minhas), que de maneira séria promovem uma construção colaborativa global do conhecimento compartilhado (é redundante mesmo), ou como tantas outras ferramentas que disseminam a informação, promovem civilidade, se empenham na preservação do meio-ambiente, elas também tem suas armadilhas. Nunca deixe de ler bons livros, estudar, fazer amizade com pessoas reais, investir em sua vida espiritual, praticar esportes... Isso vai fazer com que você não se torne um [*****] digital, pois talvez os maiores problemas no mundo digital não são criados por falta de conhecimento técnico, a "vitrine" virtual apenas expõe o que nossa sociedade realmente é!
Fala-se ainda da TV digital e a tão propalada interatividade. Pra quê? "Pra facilitar a vida do telespectador ao tentar votar em enquetes (BBB e programas de auditório); fazer compras" e outras bobagens.
Não vemos o direcionamento de tais recursos para a Educação e utilidades públicas. Parece-me que as pessoas só querem mesmo expandir seus mundinhos isolados e saber da vida alheia de artistas e celebridades.
Façamos um teste: deixe computadores disponíveis e de graça num "shopping" ou em qualquer outro lugar público - as pessoas só vão usar pra MSN, redes sociais e jogos. Com raríssimas exceções, veremos uma criança ou um jovem pesquisando trabalhos de escola ou outra coisa mais útil.
A mídia e a indústria nos induzem a adquirir seus produtos somente para as referidas bobagens. Basta ver a publicidade de smartphones: "Você se conecta ao MSN, redes sociais e baixa jogos".
Nem nossos filhos escapam: nos canais fechados voltado para crianças, vemos um bombardeio de anúncio para baixar toques, wallpapers e jogos para celulares - sem se darem conta que estão querendo fazer civilmente incapazes contratarem serviços sem autorização dos pais. Quando o pai/mão vir a conta do celular, está lá o estrago feito por serviços adquiridos pelos filhos sem seu conhecimento!