
paulo1205
(usa Ubuntu)
Enviado em 28/03/2025 - 10:37h
Penso que a ideia de um sistema como o Windows é permitir que o usuário do computador
não necessite de conhecer o baixo nível. Em parte, isso ajuda a explicar por que
o foco de desenvolvimento voltado para Windows não seja em baixo nível.
Mas o Windows
não impede terminantemente desenvolvimento em baixo nível. Há coisas que têm de ser desenvolvidas em baixo nível, tais como
device drivers, ou programação usando Cuda, OpenCL, e mesmo jogos ou outras aplicações para os quais o máximo desempenho possível é extremamente desejável.
No mundo Linux, por outro lado, não há nada que obrigue a programar em baixo nível: caso se queira desenvolver uma aplicação de alto nível, há dezenas de bibliotecas e
frameworks de alto nível para desenvolvimento de aplicações (e.g. Qt e GTK no mundo C e C++, Swing e outros
frameworks em Java, e mesmo DotNet). Mas, como é possível carregar o sistema sem nem mesmo subir uma interface gráfica e, além disso, existe um histórico e uma filosofia (um pouco mais em desuso hoje do que no passado) de se trabalhar com o encadeamento de pequenas ferramentas, não existe o mesmo impulso de querer fazer tudo num nível muito alto, especialmente se não existir necessidade ou vantagens significativas de fazer de o desenvolvimento em alto nível.
Tendo dito isso, eu entendo que o tipo de desenvolvimento tem mais a ver com o tipo de produto que se deseja fazer e com o público a que ele se destina. Ninguém vai desenvolver um MMORPG em macros de Excel (altíssimo nível), tampouco escrever o programa de declaração do imposto de renda em Assembly e rodando no console de texto. Quanto ao sistema operacional de destino, provavelmente um produtor de
software dará preferência à plataforma que tiver mais chances de aumentar seus lucros com o menor custo possível de produção e de gastos de desenvolvimento.
... Então Jesus afirmou de novo: “(...) eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” (João 10:7-10)