Teste de estresse entre software livre e soluções proprietárias
Descrevo neste artigo um teste de estresse que realizamos em nossa empresa envolvendo solução em software livre em x86 64 bit (Debian, Postgree e JBoss) versus SUN (Solaris, Oracle e Sun Java System) e IBM (ZOs, DB2 e Websphere). O artigo ficou um pouco longo, mas vale a pena.
Quebrando paradigmas
Ficamos encantados quando lemos artigos ou ouvimos cientistas ou visionários falarem em evolução, criação, inovação e renovação. Após cada artigo lido ou palestra assistida, chegamos a conclusão: É isto que eu quero, é assim que vou trabalhar a partir de agora, minha vida vai mudar a partir deste momento.
O entusiasmo logo passa ao chegarmos em nosso trabalho ou em no ambiente social. Por que motivo isto ocorre? Fico me perguntando. E cheguei a uma conclusão. O entusiasmo só acaba por falta de perseverança, ele acaba sempre por querermos trilhar os caminhos já abertos ou pelo medo da mudança.
Após esta concepção, comecei a compreender melhor o por quê de alguns profissionais de TI terem tanto objeção a utilização de Software Livre. Mesmo com vários cases de sucesso amplamente divulgados, encontramos profissionais ainda resistentes à adoção de SL, justamente pelas mudanças a que ele está destinado a realizar.
O Software Livre traz profundas mudanças no modelo de negócio, implantado pelas grandes empresas de TI e adotados pelas demais. O modelo determinístico e proprietário ao qual nos adaptamos por achar que era o único e o ideal passa a ser questionado. As perguntas que pareciam óbvias e que não fazíamos, agora começamos a fazer.
Era comum uma empresa de solução em TI lhe dizer: "Para utilizar minha solução, sua empresa tem utilizar o software X+Y+Z e o hardware ABC, compatíveis com a tabela HCL do fabricante W. Só assim garanto meu SLA da solução".
Fazendo uma analogia a este modelo, imagine que você comprou um carro e o vendedor lhe disse que o carro só funciona com o combustível da distribuidora X utilizando o combustível 100% Y. Se todos concordássemos com este modelo, nunca presenciaríamos a invenção dos carros flex e não veríamos o biodisel ser utilizado.
Felizmente começamos a pensar diferente, saindo um pouco daquele paradigma proprietário e determinístico.
Pesando desta maneira, a empresa onde trabalho vem lentamente quebrando estes paradigmas. Não só pela adoção de solução em SL, mas também por entender este novo modelo de negócio advindo do SL.
Recentemente contratamos uma solução em JAVA para substituição da aplicação responsável pelo auto-atendimento das agências e posto de atendimento. Aproximadamente 20.000 terminais.
Como a solução é em JAVA, ela poderia rodar em qualquer plataforma operacional, SUN, IBM e x86. Porém, o modelo de negócio determinístico e proprietário dizia que para este tipo de aplicação, dada a sua criticidade, só poderia existir duas plataformas candidatas. SUN e IBM.
Para definição de qual plataforma implementaríamos a nova solução de auto-atendimento, resolvemos fazer um teste de estresse da solução nas diferentes plataformas, seguindo alguns critérios. Além das duas plataformas candidatas, resolvemos trilhar um novo caminho, incluindo a plataforma x86 com solução 100% em Software Livre.
O entusiasmo logo passa ao chegarmos em nosso trabalho ou em no ambiente social. Por que motivo isto ocorre? Fico me perguntando. E cheguei a uma conclusão. O entusiasmo só acaba por falta de perseverança, ele acaba sempre por querermos trilhar os caminhos já abertos ou pelo medo da mudança.
Após esta concepção, comecei a compreender melhor o por quê de alguns profissionais de TI terem tanto objeção a utilização de Software Livre. Mesmo com vários cases de sucesso amplamente divulgados, encontramos profissionais ainda resistentes à adoção de SL, justamente pelas mudanças a que ele está destinado a realizar.
O Software Livre traz profundas mudanças no modelo de negócio, implantado pelas grandes empresas de TI e adotados pelas demais. O modelo determinístico e proprietário ao qual nos adaptamos por achar que era o único e o ideal passa a ser questionado. As perguntas que pareciam óbvias e que não fazíamos, agora começamos a fazer.
Era comum uma empresa de solução em TI lhe dizer: "Para utilizar minha solução, sua empresa tem utilizar o software X+Y+Z e o hardware ABC, compatíveis com a tabela HCL do fabricante W. Só assim garanto meu SLA da solução".
Fazendo uma analogia a este modelo, imagine que você comprou um carro e o vendedor lhe disse que o carro só funciona com o combustível da distribuidora X utilizando o combustível 100% Y. Se todos concordássemos com este modelo, nunca presenciaríamos a invenção dos carros flex e não veríamos o biodisel ser utilizado.
Felizmente começamos a pensar diferente, saindo um pouco daquele paradigma proprietário e determinístico.
Pesando desta maneira, a empresa onde trabalho vem lentamente quebrando estes paradigmas. Não só pela adoção de solução em SL, mas também por entender este novo modelo de negócio advindo do SL.
Recentemente contratamos uma solução em JAVA para substituição da aplicação responsável pelo auto-atendimento das agências e posto de atendimento. Aproximadamente 20.000 terminais.
Como a solução é em JAVA, ela poderia rodar em qualquer plataforma operacional, SUN, IBM e x86. Porém, o modelo de negócio determinístico e proprietário dizia que para este tipo de aplicação, dada a sua criticidade, só poderia existir duas plataformas candidatas. SUN e IBM.
Para definição de qual plataforma implementaríamos a nova solução de auto-atendimento, resolvemos fazer um teste de estresse da solução nas diferentes plataformas, seguindo alguns critérios. Além das duas plataformas candidatas, resolvemos trilhar um novo caminho, incluindo a plataforma x86 com solução 100% em Software Livre.
Um abraço.