Qual distribuição usar
Este artigo visa trazer ao leitor uma maneira mais correta de se escolher uma distribuição GNU/Linux. Há detalhes sobre as distribuições mais utilizadas atualmente e a sugestão de uma metodologia a se seguir para escolha de uma distribuição adequada às necessidades da aplicação.
Parte 2: Distribuições
Normalmente, quando pensamos em Linux, temos em mente todo o sistema operacional (SO) ao qual estamos acostumados. Contudo, é errado pensarmos assim, pois Linux é somente o nome do Kernel do sistema, desenvolvido inicialmente por Linus Torvalds.
Kernel é o núcleo de um SO. É o grande responsável por executar tarefas básicas e rotineiras, criando uma camada entre os programas e o hardware. O leitor já parou para pensar em qual posição de memória está alocado o seu navegador de Internet neste momento? Mesmo que a resposta seja positiva, não há a necessidade de se saber isto, pois o Kernel faz todo este trabalho.
Apesar do Kernel ser tão necessário, ao ponto de sua ausência tornar inviável o uso do SO, são necessários outros programas para tornar o SO utilizável. Durante a utilização do SO, não nos comunicamos diretamente com o Kernel. Utilizamos, para isso, por exemplo, programas como os Shells, onde passamos comandos para eles e estes se encarregam de repassá-los ao Kernel [FOCA (2003)].
No caso do GNU/Linux, a grande maioria destes programas possuem o código-fonte aberto, de forma que possam ser estudados e melhorados, além de ser garantida a sua livre distribuição para qualquer pessoa. Esta é uma idéia que começou em um projeto da FSF (Free Software Foundation - Fundação do Software Livre), chamado GNU (Gnu is Not Unix - Gnu não é Unix), que visa construir um sistema operacional baseado no Unix, mas totalmente livre [GNU (2006)].
Vale notar que o próprio Linux (o Kernel) é um software GNU e é por este motivo que nos referirmos ao SO somente como Linux é uma grande injustiça. O próprio fundador da FSF, Richard Stallman, em um artigo, fala sobre isso e propõe o nome GNU/Linux como sendo um nome mais justo para o SO [Stallman (2006)].
Pelo fato de serem livres, é possível pegar o Kernel, Linux, e vários outros programas GNU; juntá-los em um só sistema (criando-se, então, um SO) e distribuí-los para outras pessoas. Está é a idéia básica de uma distribuição GNU/Linux, comumente chamada pela comunidade de usuários, de distro.
O que ocorre no "universo GNU/Linux" é que pessoas ou empresas se unem em torno de um objetivo, como facilidade de instalação de programas, detecção automática de hardware, estabilidade e etc., e criam suas próprias distros. Desta forma incluem e/ou criam programas que acreditam ser úteis para os seus usuários e as lançam no mercado.
É importante notar que software livre não é sinônimo de software gratuito. A liberdade diz respeito somente ao acesso ao código-fonte e ao programa em si e à livre distribuição e utilização do mesmo. Nada mais (leia [FSF (2006)]). Este é o motivo de encontrarmos em lojas, distribuições a preços bem altos. Entretanto, a maioria delas disponibiliza links na Internet onde as pessoas podem baixar o conteúdo que é vendido, gratuitamente.
Existem várias distribuições atualmente no mercado e seria muito difícil colher informações sobre todas para inserir neste artigo. Por isso, este artigo citará mais a fundo, apenas as mais tradicionais e comumente usadas, além dos Live-CDs.
Kernel é o núcleo de um SO. É o grande responsável por executar tarefas básicas e rotineiras, criando uma camada entre os programas e o hardware. O leitor já parou para pensar em qual posição de memória está alocado o seu navegador de Internet neste momento? Mesmo que a resposta seja positiva, não há a necessidade de se saber isto, pois o Kernel faz todo este trabalho.
Apesar do Kernel ser tão necessário, ao ponto de sua ausência tornar inviável o uso do SO, são necessários outros programas para tornar o SO utilizável. Durante a utilização do SO, não nos comunicamos diretamente com o Kernel. Utilizamos, para isso, por exemplo, programas como os Shells, onde passamos comandos para eles e estes se encarregam de repassá-los ao Kernel [FOCA (2003)].
No caso do GNU/Linux, a grande maioria destes programas possuem o código-fonte aberto, de forma que possam ser estudados e melhorados, além de ser garantida a sua livre distribuição para qualquer pessoa. Esta é uma idéia que começou em um projeto da FSF (Free Software Foundation - Fundação do Software Livre), chamado GNU (Gnu is Not Unix - Gnu não é Unix), que visa construir um sistema operacional baseado no Unix, mas totalmente livre [GNU (2006)].
Vale notar que o próprio Linux (o Kernel) é um software GNU e é por este motivo que nos referirmos ao SO somente como Linux é uma grande injustiça. O próprio fundador da FSF, Richard Stallman, em um artigo, fala sobre isso e propõe o nome GNU/Linux como sendo um nome mais justo para o SO [Stallman (2006)].
Pelo fato de serem livres, é possível pegar o Kernel, Linux, e vários outros programas GNU; juntá-los em um só sistema (criando-se, então, um SO) e distribuí-los para outras pessoas. Está é a idéia básica de uma distribuição GNU/Linux, comumente chamada pela comunidade de usuários, de distro.
O que ocorre no "universo GNU/Linux" é que pessoas ou empresas se unem em torno de um objetivo, como facilidade de instalação de programas, detecção automática de hardware, estabilidade e etc., e criam suas próprias distros. Desta forma incluem e/ou criam programas que acreditam ser úteis para os seus usuários e as lançam no mercado.
É importante notar que software livre não é sinônimo de software gratuito. A liberdade diz respeito somente ao acesso ao código-fonte e ao programa em si e à livre distribuição e utilização do mesmo. Nada mais (leia [FSF (2006)]). Este é o motivo de encontrarmos em lojas, distribuições a preços bem altos. Entretanto, a maioria delas disponibiliza links na Internet onde as pessoas podem baixar o conteúdo que é vendido, gratuitamente.
Existem várias distribuições atualmente no mercado e seria muito difícil colher informações sobre todas para inserir neste artigo. Por isso, este artigo citará mais a fundo, apenas as mais tradicionais e comumente usadas, além dos Live-CDs.
http://www.us.debian.org/doc/manuals/project-history/