A questão que surge ao conhecermos os tipos de backup é "qual tipo escolher?". A resposta depende da importância dos dados para a empresa. Uma boa tentativa é fazer os dois tipos de backup a cada backup completo realizado, pois dependendo da necessidade, um ou outro pode servir melhor e com maior segurança. Previna-se ao máximo e lembre-se da lei de Murphy.
Mas nem todas as empresas podem arcar com os custos de uma prevenção "a prova de falhas", então um estudo mais detalhado do volume de dados e das práticas da empresa pode revelar uma estratégia inteiramente personalizada.
Ferramentas livres
O
tar é um comando que empacota e desempacota arquivos. Ele não faz a compactação, pois esta é uma tarefa para os compactadores.
Os compactadores mais comuns são
gzip e
bzip2. Eles possuem uma limitação: não compactam mais de um arquivo por vez. Essa limitação justifica a existência do comando tar, pois uma fez que vários arquivos são empacotados em um só, qualquer compactador poderia ser usado sobre esse pacote.
Arquivos que são empacotados e em seguida compactados normalmente possuem, dependendo do compactador utilizado, as extensões .tar.gz, .tgz ou .tar.bz2 (gzip para os dois primeiros casos e bzip2 para o último).
Para fazer backups de todo sistema de arquivos em um dispositivo normalmente usamos o
dump, que grava diretamente em blocos de dados os dados especificados, ou seja, com ele não há cópia de um arquivo ou dois, e sim, de um sistema inteiro (incluindo diretórios e subdiretórios). O comando
restore é usado para restaurar os dados guardados com o dump. A mídia mais usada com esses comandos é a fita DAT.
Quando a mídia disponível é magnética, podemos utilizar o comando
cpio para trocar arquivos entre máquinas. Ele é bastante versátil e oferece muitas possibilidades de backup, tanto para sistemas inteiros quanto a arquivos e diretórios. É original do Unix.
De maneira semelhante atua o comando dd, que copia arquivos, discos e partições para outros arquivos, discos e dispositivos de bloco. É muito utilizado para copiar o Master Boot Record para preservá-la, pois ela possui informações importantes para a inicialização (boot) dos sistemas operacionais. É ela que após o Power On Self-Test (feito pela BIOS) indica onde e como carregar o S.O.
Em todos os casos citados é muito comum o uso de scripts para automatizar o processo de cópia, portanto é muito oportuno saber codificá-los.
Dispositivos de backup
Mostra a correspondência de dispositivos lógicos e físicos para realização de backups nos sistemas Unix-like.
Unidades Físicas - Disposit. com Rebobinação - Disposit. sem Rebobinação
1º drive SCSI - /dev/st0 - /dev/nst0
2º drive SCSI - /dev/st1 - /dev/nst1
1º drive ATAPI - /dev/ht0 - /dev/nht0
2º drive ATAPI - /dev/ht1 - /dev/nht1
drive de disco - /dev/ft0 - /dev/nft0