Avaliação da interface do sistema operacional Linux
Este artigo tem por objetivo investigar as qualidades e facilidades do uso da interface do sistema operacional Linux nas suas mais diversas distribuições. Tomando por base os padrões de análise científica de IHC (Interface Homem-Computador), tendo como o foco principal sua usabilidade e intuitividade.
Parte 3: Conceitos de IHC/Usabilidade
Quando falamos em usabilidade, nos referimos ao conceito de qualidade da interação entre usuário e sistema. Todavia, para que isso ocorra, é importante que sejam verificados vários aspectos, que são requisitos básicos da IHC.
Cada elemento de diálogo ou item de informação extra, colocado numa tela representa um objeto a mais para ser compreendido, aprendido, uma fonte a mais de possível confusão para o usuário e um obstáculo a mais quando se está procurando por outro item de informação desejado. Souza (2004)
Sendo assim, apenas informações relevantes para uma determinada tarefa do usuário devem aparecer na tela correspondente. Mas nem sempre é possível atribuir todos os fatores citados abaixo em uma mesma interface. Desta forma, deve-se verificar qual desses fatores tem prioridade sobre outros.
Segundo Souza (2004), nos estudos acerca de usabilidade definem-se alguns fatores relevantes como: o uso de metáforas, eficiência, consistência, retorno, prevenção de erros, complacência, flexibilidade, boas mensagens de erro, ajuda e documentação.
Uso de Metáforas: Deve-se utilizar a linguagem do usuário, isto é, os diálogos devem ser expressos claramente em palavras, expressões e conceitos familiares à comunidade de usuários. Uma técnica muito eficaz utilizada ao se desenvolver interfaces homem-computador é a de construção de expressões e analogias de objetos, situações, procedimentos, etc. presentes em seu dia-a-dia e baseados em seu conhecimento de mundo.
Eficiência: O grau de eficiência, aqui abordado, diz respeito à minimização da carga de memória imposta ao usuário, ou seja, ele não deve ser forçado a memorizar informações ao passar de uma parte do diálogo para outra. Em geral as pessoas são muito melhores em reconhecer algo que lhes é mostrado do que em recuperar a mesma informação da memória sem nenhuma ajuda visual associada. Desta forma, a interface deve minimizar o esforço gasto para executar uma tarefa, exigindo pouca necessidade de memorização. Quanto menos memória for exigida melhor a aceitação.
Consistência: Este é um dos princípios mais básicos de usabilidade. O usuário não deve ficar com dúvida se diferentes palavras, situações ou ações significam ou não a mesma coisa. A consistência está relacionada há um grau mínimo de padronização, capaz de simplificar o uso do sistema. Sendo assim, o diálogo deve seguir regras simples e não apresentar casos especiais ou exceções para operações similares, ou seja, a apresentação da interface deve seguir regras bem definidas como, por exemplo: Empregar a mesma codificação e alocar itens de menus sempre na mesma posição.
Retorno: O sistema deve informar o usuário continuamente sobre o que está sendo feito e como a entrada do usuário está sendo interpretada. O retorno não deve esperar até que um erro ocorra, mas deve prosseguir paralelamente à entrada de informação.
Prevenção de erros: Melhor do que apresentar uma boa mensagem de erro é evitar que o usuário experimente a situação que criou o erro. Geralmente é possível identificar os pontos em que os erros são mais prováveis e os sistemas podem ser adaptados de forma a contornar estas situações. Erros com conseqüências muito graves podem diminuir em freqüência se a confirmação do usuário for explicitamente pedida pelo sistema antes de continuar o processamento de uma operação arriscada.
Complacência: Esse termo relaciona-se à existência de saídas claramente marcadas, pois, nenhum usuário gosta de se sentir encurralado pelo computador. Para aumentar o sentimento de controle do usuário sobre o sistema deve-se prover uma saída fácil e explícita de tantas situações quanto possível. Em outras palavras, a interface deve permitir que o usuário recupere-se de situações de erro. Entre operações desejáveis em uma interface podemos citar: refazer um contexto anterior (undo), cancelar, interromper comando.
Flexibilidade: É entendida por flexibilidade, a possibilidade de personalização do sistema, como, atalhos, menus, janelas, possibilitando a maior facilidade para os usuários, tanto aqueles com pouco conhecimento, quanto aos experientes. Essa característica pode ser alcançada mediante a utilização de aceleradores típicos (atalhos) incluindo abreviações de comando, combinações de teclas que são mapeadas em comandos do sistema, clique duplo do mouse sobre um elemento para realizar uma ação mais comum e menus de botões. A maioria dos sistemas deve ser projetada para incorporar as necessidades dos usuários iniciantes, intermitentes e especialistas.
Mensagens de erro: As mensagens de erros devem ser escritas em linguagem clara, evitando o uso de códigos obscuros. Deve ser possível para o usuário entender a mensagem por si só sem ter que recorrer a manuais. As mensagens de erros devem ser precisas e não vagas e genéricas.
Ajuda e documentação: Ainda que seja preferível um sistema de fácil utilização, é necessária uma ajuda adicional ou documentação como complemento. Visto que a maioria dos usuários de sistemas não recorre ao seu manual e/ou documentação, é interessante que esses documentos sejam disponibilizados de uma forma que lhe chame a atenção, como por exemplo, um "help on-line" e micro ajuda.
É o modelo que as pessoas têm de si próprias, dos outros, do ambiente, e das coisas com as quais interagem. Pessoas formam modelos mentais por meio da experiência, treinamento e instrução. (NIELSEN, 1995)
Cada elemento de diálogo ou item de informação extra, colocado numa tela representa um objeto a mais para ser compreendido, aprendido, uma fonte a mais de possível confusão para o usuário e um obstáculo a mais quando se está procurando por outro item de informação desejado. Souza (2004)
Sendo assim, apenas informações relevantes para uma determinada tarefa do usuário devem aparecer na tela correspondente. Mas nem sempre é possível atribuir todos os fatores citados abaixo em uma mesma interface. Desta forma, deve-se verificar qual desses fatores tem prioridade sobre outros.
Segundo Souza (2004), nos estudos acerca de usabilidade definem-se alguns fatores relevantes como: o uso de metáforas, eficiência, consistência, retorno, prevenção de erros, complacência, flexibilidade, boas mensagens de erro, ajuda e documentação.
Uso de Metáforas: Deve-se utilizar a linguagem do usuário, isto é, os diálogos devem ser expressos claramente em palavras, expressões e conceitos familiares à comunidade de usuários. Uma técnica muito eficaz utilizada ao se desenvolver interfaces homem-computador é a de construção de expressões e analogias de objetos, situações, procedimentos, etc. presentes em seu dia-a-dia e baseados em seu conhecimento de mundo.
Eficiência: O grau de eficiência, aqui abordado, diz respeito à minimização da carga de memória imposta ao usuário, ou seja, ele não deve ser forçado a memorizar informações ao passar de uma parte do diálogo para outra. Em geral as pessoas são muito melhores em reconhecer algo que lhes é mostrado do que em recuperar a mesma informação da memória sem nenhuma ajuda visual associada. Desta forma, a interface deve minimizar o esforço gasto para executar uma tarefa, exigindo pouca necessidade de memorização. Quanto menos memória for exigida melhor a aceitação.
Consistência: Este é um dos princípios mais básicos de usabilidade. O usuário não deve ficar com dúvida se diferentes palavras, situações ou ações significam ou não a mesma coisa. A consistência está relacionada há um grau mínimo de padronização, capaz de simplificar o uso do sistema. Sendo assim, o diálogo deve seguir regras simples e não apresentar casos especiais ou exceções para operações similares, ou seja, a apresentação da interface deve seguir regras bem definidas como, por exemplo: Empregar a mesma codificação e alocar itens de menus sempre na mesma posição.
Retorno: O sistema deve informar o usuário continuamente sobre o que está sendo feito e como a entrada do usuário está sendo interpretada. O retorno não deve esperar até que um erro ocorra, mas deve prosseguir paralelamente à entrada de informação.
Prevenção de erros: Melhor do que apresentar uma boa mensagem de erro é evitar que o usuário experimente a situação que criou o erro. Geralmente é possível identificar os pontos em que os erros são mais prováveis e os sistemas podem ser adaptados de forma a contornar estas situações. Erros com conseqüências muito graves podem diminuir em freqüência se a confirmação do usuário for explicitamente pedida pelo sistema antes de continuar o processamento de uma operação arriscada.
Complacência: Esse termo relaciona-se à existência de saídas claramente marcadas, pois, nenhum usuário gosta de se sentir encurralado pelo computador. Para aumentar o sentimento de controle do usuário sobre o sistema deve-se prover uma saída fácil e explícita de tantas situações quanto possível. Em outras palavras, a interface deve permitir que o usuário recupere-se de situações de erro. Entre operações desejáveis em uma interface podemos citar: refazer um contexto anterior (undo), cancelar, interromper comando.
Flexibilidade: É entendida por flexibilidade, a possibilidade de personalização do sistema, como, atalhos, menus, janelas, possibilitando a maior facilidade para os usuários, tanto aqueles com pouco conhecimento, quanto aos experientes. Essa característica pode ser alcançada mediante a utilização de aceleradores típicos (atalhos) incluindo abreviações de comando, combinações de teclas que são mapeadas em comandos do sistema, clique duplo do mouse sobre um elemento para realizar uma ação mais comum e menus de botões. A maioria dos sistemas deve ser projetada para incorporar as necessidades dos usuários iniciantes, intermitentes e especialistas.
Mensagens de erro: As mensagens de erros devem ser escritas em linguagem clara, evitando o uso de códigos obscuros. Deve ser possível para o usuário entender a mensagem por si só sem ter que recorrer a manuais. As mensagens de erros devem ser precisas e não vagas e genéricas.
Ajuda e documentação: Ainda que seja preferível um sistema de fácil utilização, é necessária uma ajuda adicional ou documentação como complemento. Visto que a maioria dos usuários de sistemas não recorre ao seu manual e/ou documentação, é interessante que esses documentos sejam disponibilizados de uma forma que lhe chame a atenção, como por exemplo, um "help on-line" e micro ajuda.
É o modelo que as pessoas têm de si próprias, dos outros, do ambiente, e das coisas com as quais interagem. Pessoas formam modelos mentais por meio da experiência, treinamento e instrução. (NIELSEN, 1995)
Só uma pergunta: Esse texto é um trabalho acadêmico?